Aula UQ: 13/10/2015

Sala Letras Libras / PACC – Faculdade de Letras/UFRJ

– De 10h às 12h – Proposta de Reflexão e Experimentação – “Novas Cartografias na Economia Criativa: Cultura como Projeto de Vida”, com Sandra Korman /UFRJ – Encontro 2

– De 12h às 14h – Intervalo para almoço

– De 14h às 16h – Palestra “Cidade, modernidade e prática espiritual em Cruz e Sousa: o Dante Negro”, com o Prof. Eduardo Guerreiro Brito Losso / UFRJ

Sabe-se que a poética do simbolismo é fruto de uma cultura fortemente urbana, sendo um segundo momento da “transfiguração do real, da elaboração ascética de si”, de Baudelaire, segundo Foucault. Assim como o poeta solitário presta especial atenção aos elementos transitórios da cidade, ele extrai correspondências da natureza para alimentar sua embriaguez poética solitária, contraposta à frieza e neutralidade burguesa. Caprichoso e ousado, mistura beleza e sujeira, sublime e grotesco, cidade e campo. Esse isolamento ascético produtivo e rebelde do poeta é radicalizado no contexto brasileiro de Cruz e Sousa, o chamado “Dante Negro”. Ele enfrentou as condições preconceituosas extremamente hostis em seu tempo aferrando-se no “peregrino fogo sagrado e sidéreo da Arte”, experimentando “um outro encantado mundo” a partir das possibilidades para ele abertas ou recusadas neste mundo, especificamente na sua cidade natal, Desterro, e na metrópole carioca.

Indicação de leitura: Alfredo Bosi-Poesia versus racismoEduardo Losso- Prática espiritual na poesia e na filosofia e

Godofredo de Oliveira Neto – Cruz e Sousa – o Poeta Alforriado

 

– De 16h às 18h – Oficina da Palavra: “Contemplar é preciso”, com a Profª. Danielle Cristina Mendes Pereira / UFRJ (Encontro 1).

Esta oficina pretende estabelecer reflexões acerca da potência do olhar e de suas relações com a compreensão e reelaboração dos fragmentos do real. Queremos pensar a ideia do olhar como o ato de guardar, de perceber aquilo que nossa atenção transforma em preciosidade. Em tempos nos quais impera a descartabilidade, a oficina é um convite para contemplarmos e, através desta contemplação, pensarmos nos elos entre palavra e imagem como potências capazes de aguçar a nossa inteligência.

Indicação de leitura: “Guardar”, de Antonio Cícero e “A construção do olhar”, de Fayga

4 comentários

  1. Feijah'N
    Feijah'N 14 de outubro de 2015 at 0:47 |

    Como eu sitei… O trabalho do autor Can Themba por Peter Brook (uma África sem esteriótipos).
    https://www.youtube.com/watch?v=JIvfS4pC8gE

    Reply
  2. Feijah'N
    Feijah'N 13 de outubro de 2015 at 22:57 |

    MC Soffia – E uma figura que faz a diferença na nova geração que surge no País.
    https://www.facebook.com/revistatpm/videos/10153745995414260/

    Reply
  3. Feijah'N
    Feijah'N 13 de outubro de 2015 at 22:41 |

    Para apimentar os fatos antigos, segue fatos novos, por Elisa Lucinda, pela Revista Raça.
    http://racabrasil.uol.com.br/cultura-gente/152/artigo211154-2.asp/

    Reply
  4. Feijah'N
    Feijah'N 13 de outubro de 2015 at 21:55 |

    Bela aula. “Cruz e Souza” é uma figura de grande relevância, que não seguia o pensamento da multidão. Mas que se destacou por fortes ideias divergentes!
    Teve boa EDUCAÇÃO.
    Filho dos escravos alforriados Guilherme da Cruz, mestre-pedreiro, e Carolina Eva da Conceição, João da Cruz desde pequeno recebeu a tutela e uma educação refinada de seu ex-senhor, o marechal Guilherme Xavier de Sousa – de quem adotou o nome de família, Sousa. A esposa de Guilherme Xavier de Sousa, Dona Clarinda Fagundes Xavier de Sousa, não tinha filhos, e passou a proteger e cuidar da educação de João. Aprendeu francês, latim e grego, além de ter sido discípulo do alemão Fritz Müller, com quem aprendeu Matemática e Ciências Naturais

    Reply

Deixe um comentário