Formatura da turma 2015.1

Formatura da  UQ 2015.1 

07/07/2015 – Letras (Fundão)

13h30.  Abertura

  • Conversa sobre a orientação do trabalho final, com divulgação dos nomes dos orientadores
  • Breves falas sobre essa edição das Quebradas
  • Entrega das declarações de finalização do curso

15h. Reapresentação da peça “À Margem da Praça”, do quabradeiro Edgar Siqueira

15h45. Confraternização de encerramento

 

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2 comentários

  1. Leticia Monte
    Leticia Monte 20 de julho de 2015 at 9:03 |

    Texto lindo, Rute!

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  2. rute casoy
    rute casoy 9 de julho de 2015 at 9:10 |

    meu texto da formatura 2015 não deu tempo de ler!

    Amor e Morte
    Um dia ela viu que amor e morte eram a mesma palavra.
    Foi sem susto.
    Estava para isso já sendo preparada há tempos.
    Um ritual de perdão a si própria foi solicitado por aqueles que cuidavam da sua iniciação.
    Ela foi crescendo em câmara lenta até que sua cabeça encostou no céu.
    Gigante, ouviu por lá sinos entoando uma medicine melody.
    Aquela musica celestial foi uma benção que costurou sua ferida como um delicado fio de seda.
    Ainda não era hora.
    Houve em cerimônia troca de pele e volta ao seu tamanho original.
    A cicatriz fez mandala que tatuou seu corpo, agora sim diferente.
    Uma beleza ímpar abriu janelas na sua pele lisa parecendo cura.
    Sonoridades profundas brotavam no seu corpo de baixo para cima.
    Bálsamo.
    Um novo sorriso enfeitou seu rosto.
    E ela, então, tomou coração.
    De peito aberto a palavra amor falou alto.
    O grito era para confiar no processo.
    Confiar era estudo elevado e agora vinha em comandamento.
    O viver brincou de esconder, de aparecer e de esconder de novo.
    O medo era de parecer ridículo.
    Foi preciso mesmo acreditar de verdade para assistir um filme sem fim numa tela estendida em alto mar.
    O filme tinha conteúdo lírico de assustar.
    Um perfume exótico despregou-se impregnando a atmosfera durante a projeção.
    Apreensiva, foi chamar o vento.
    Não era ilusão, era favorável.
    O vento, corrigindo a confusão entre ficção e realidade, levantou areia, traduzindo em palavras o romance cheio de sedução e ciúme que por ali se passava.
    Esta explicação caiu como um raio e possibilitou um renascimento surpreendente, após ela cometer contradições no debate sobre fidelidade e quase falir de tristeza por causa daquele drama.
    Nada é para sempre/ Tudo passa, fez trovão por assim dizer, conclusivo.
    Um beija flor com cara de gente passou bem na hora com sede.
    Ela atendeu fazendo chuva de lágrima.
    Após alguns silêncios ela respira
    Houve entendimento.
    Um alívio assoviou bonito e ela finalmente morre para dar lugar.
    Foi em paz.
    Seu lugar ficou por um tempo vago.

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