34 comentários

  1. Sandra Portugal
    Sandra Portugal 5 de outubro de 2012 at 16:14 |

    Lembro-me de que, quando garota, adorava ler os livros do meu pai. Um deles era uma peça de teatro chamada A raposa e as uvas, de Guilherme Figueiredo, que eu li pela primeira vez aos 12 anos. Corria o ano de 64, e a leitura desse livro me ajudava a refletir sobre o que acontecia à minha volta. Explico: o texto falava, principalmente, do sonho da liberdade.

    A peça contava a história de Xantós, um rico patrício grego, e seu escravo Esopo, que, ao que se sabe, viveu na Grécia há aproximadamente 3.000 anos e ficou célebre por suas fábulas. Em um dos trechos mais famosos dessa peça, Xantós recebia em sua casa seu amigo Agnostos, que era um filósofo. Querendo proporcionar uma boa refeição ao seu amigo, Xantós mandou Esopo ir ao mercado e comprar o que de melhor houvesse para servir ao convidado. Algum tempo depois, Esopo voltou do mercado e colocou sobre a mesa um prato de língua. O patrão, surpreso, pediu que ele lhe explicasse por que, entre tantas comidas finas, trouxera justamente aquela. O escravo, então, justificou sua escolha, dizendo:

    “O que há de melhor do que a língua, senhor? A língua é que nos une a todos, quando falamos. Sem a língua não poderíamos nos entender. A língua é a chave das ciências, o órgão da verdade e da razão. Graças à língua é que se constroem as cidades, graças à língua podemos dizer o nosso amor. A língua é o órgão do carinho, da ternura, do amor, da compreensão. É a língua que torna eterno os versos dos grandes poetas, as ideias dos grandes escritores. Com a língua se ensina, se persuade, se instrui, se reza, se explica, se canta, se descreve, se elogia, se demonstra, se afirma. Com a língua dizemos ‘mãe’, ‘querida’ e ‘Deus’. Com a língua dizemos ‘sim’. Com a língua dizemos ‘eu te amo!”

    E acrescentou: “Toda a Grécia foi feita com a língua, a língua de belos gregos falando para a eternidade.”

    Xantós ficou entusiasmado com a resposta e ordenou que voltasse ao mercado, agora para trazer a pior comida. Depois de algum tempo, Esopo estava de volta, trazendo um prato de… língua! Xantós, indignado, exigiu que ele se explicasse, caso contrário seria açoitado. Esopo, com serenidade, respondeu:

    “A língua, senhor, é o que há de pior no mundo. É a fonte de todas as intrigas, o início de todos os processos, a mãe de todas as discussões. É a língua que separa a humanidade, que divide os povos. É a língua que usam os maus políticos quando querem nos enganar com suas falsas promessas. É a língua que usam os vigaristas quando querem trapacear. A língua é o órgão da mentira, da discórdia, dos desentendimentos, das guerras, da exploração. É a língua que mente, que esconde, que engana, que explora, que blasfema, que insulta, que se acovarda, que mendiga, que xinga, que bajula, que destrói, que calunia, que vende, que seduz, que corrompe. Com a língua, dizemos ‘morre’, ‘canalha’ e ‘demônio”. Com a língua dizemos ‘não’. Com a língua dizemos ‘eu te odeio”!

    E concluiu dizendo:

    “Com a língua a Grécia vai tumultuar os pobres cérebros humanos para toda a eternidade. Aí está, Xantós, por que a língua é a pior de todas as coisas!”

    O tempo foi passando. Somente no fim dos anos 70 eu conheci a história que o professor Renato nos contou na sua aula. Percebi, então, que tudo aquilo que eu pensava, conhecia e pensava que conhecia tinha sido formatado por mim numa perspectiva ocidental, e, portanto, merecia ser revisitado.

    Reply
  2. Monique
    Monique 2 de outubro de 2012 at 12:30 |

    Meu Deus, que perguntinha mais difícil, Beá!! Não tenho poder de síntese suficiente para indicar um livro só que tenha marcado minha vida…. Mas vamos lá: se alguém disser que eu teria que mudar de país amanhã e só poderia levar um livro na bagagem, correria prá pegar o Dom Casmurro!

    Reply
  3. Ana Cê
    Ana Cê 26 de setembro de 2012 at 13:15 |

    Eu comentei no face e não aqui…mas vamos lá:

    Alguns! Mas vou citar dois: “CARAVANA DA ILUSÂO” de Alcione Araujo. “Um dia desapareceremos todos. Com sonhos ou sem sonhos, será a destruição total absoluta, completa que não deixará o menor vestígio homem sobre a terra.Olha com atenção a sua volta e verá que o fim do tempos já começou…” O Outro é “TEMPORAIS” de Consuelo Marinho Rouquette.”Não sou eu, nunca apenas eu. Mora em mim um pensamento falante, inventado em minhas paredes. Que vai tomando corpo, sadio, ficando forte. De repente se crispa, levanta, escapole do complicado que é conviver comigo…”

    Reply
  4. Débora Vieira
    Débora Vieira 26 de setembro de 2012 at 0:21 |

    A Bíblia é o livro que marcou a minha vida. Desde 12 anos de idade, estudo neste livro maravilhoso. Procuro colocar em prática os conselhos ali escritos.

    Reply
  5. edna mariza celestino pereeira bravo dacosta
    edna mariza celestino pereeira bravo dacosta 23 de setembro de 2012 at 5:26 |

    li
    vro que marcou aminha vida foi a biblia a biblia e um presente de deus pelo qual podemos ser muito gratos esse livro sem igual revela coisaa que de outra maneira jamais saberiamos. por exemplo fala da criacao do ceu estrelado da terra e do primeiro home e da primeirra mulher a biblia contem principios confiaveis para nos ajudar aenfrentar os problemas e as ansiedades davida. ela esplica como deus cumprira seu proposito e melhorara as condicoes na terra que presente emocionante e abiblia oprimeiro livro da biblia nos dis como surgiram os problemas da humanidade. o ultimo livro revela que aterra inteira se tornara um paraiso.

    Reply
  6. Sandra Maya
    Sandra Maya 16 de setembro de 2012 at 19:03 |

    O LIVRO QUE MARCOU A MINHA VIDA É “100 ANOS DE SOLIDÃO”, de Gabriel Garcia Marques, escritor colombiano, ao qual é impossível ler um livro só. Conta a história de Macondo, uma cidade mítica e seu fundador José Arcádio Buendia e a matriarca Ursula, durante um século. O livro narra lendas, fatos, mistura o real e o irreal de maneira fantástica e sem perder o ritmo.
    Conta como a cidade é achada por um grupo de ciganos, que trazem diversas descobertas ao povo de Macondo. Entre os ciganos está Malquíades, um sábio que morre e ressucita diversas vezes no decorrer da história, personagem chave no enredo do livro.Uma cidade que perde a memória, homens que arrastam atrás de si um cortejo de borboletas, personagens instigantes e inesquecíveis. O estilo do livro é de realismo fantástico e é impossível de largar, um presente para qualquer leitor.
    Indiquei esse livro há 10 anos atrás para meu filho. Depois de lê-lo, ele decidiu ler toda a obra do autor, e hoje é um dos seus escritores prediletos.

    Reply
  7. Bigfree
    Bigfree 16 de setembro de 2012 at 6:38 |

    *Errata – onde se lê sessões, leia se sensações.
    Bigfree.

    Reply
  8. Bigfree
    Bigfree 16 de setembro de 2012 at 6:22 |

    UNIVERSIDADE DAS QUEBRADAS

    O LIVRO QUE MARCOU MINHA VIDA:

    As coisa encontram uma maneira de se adequar, e assim resistir ao peso do tempo, da vida…da existência.

    Era uma manhã de sol, inicio de Setembro. Encontrava-me na sétima serie da escola Adventista, e a única coisa que recordo (além da correria de um coração apaixonadamente teimoso por Tatiana) é da tia Marlene deixando sobre minha mesa aquele livro, O rapto do garoto de ouro. Foi assim que pela primeira vez me vi envolvido em um projeto, um desafio o trabalho de ler. Estranhamente, desta empresa, recordo-me apenas o título: O rapto do garoto de ouro. Se nesta casa entrei, dormi na sala. Ao contrario, do que de costume, dali nada tirei. Não roubei cores, sessões, odores, lágrimas ou medo. Não fui seduzido e se quer lembro que nota tirei. Triste constatassão deste que vive de “pequenos furtos”.

    Toda tempestade trás consigo aquele estranho silencio que precede o esporro, e o meu silencio percorreu anos nas matas, montanhas, recantos e paisagens abandonadas. Todo menino que foi desbravador, lembra do cheiro que deixa a chuva no mato que cai temperando o chão…

    Silencio! Quando se está no mato respeite a natureza ainda mais. E ouvidos e olhos bem abertos a qualquer sinal. Assim dizia nosso conselheiro, o Sr Célio.

    Passaram-se os anos e infelizmente fui abandonado pelas angustias e inquietudes de criança.

    Estava em Palmas distrito de Mangaratiba, Ilha Grande. Pretendíamos ali acampar. Que engraçado, na frente do camping havia uma capelinha em ruínas. Era pequena como uma kitnet. Dona Dalva me disse que era de São Benedito e o meu coração sorriu em meio aquelas velhas paredes onde o branco anil vibravam. Pedi permissão e passei a vassoura na poeira e no chão.

    Miojo, banana, laranja, um velho lampião e livros levei. Tudo era monstruosamente belo. Passava horas sentado tentando tentando entender o que dizia o mar…

    Depois do segundo dia em meio a natureza, o tempo é outro persona e age tal qual a uma esteira rolante. Ele quebra os relógios da lida afastando-nos do cais.

    Na mata o vermelho se esconde no sangue da amora se a fome é voraz. As noites são lindas cavernas, onde o trem fantasma percorre o caos. Todos os sentidos se afloram no cheiro, no tato e no ouvido; pois quando a escuridão te abraça, nos olhos não reina a paz. Neste labirinto obtuso fugir não liberta mas ao contrario expõe as correntes do medo que brinca nas folhas e seres que passam ao lado do coração.

    Oké Aro… Assim fui seduzido, pelo grito de oxóssi no fundo do porão. Ali São Benedito achou-me aflito e caído no chão. E na noite de frio o tambor faz curimba, a crioula ginga, o medo não reina mais.

    Macunaíma é o meu livro querido. Ensino-me que a mata é escola, pois a cidade devora a pureza de todo rapaz.

    Bigfree.

    Reply
  9. José carlos Soares
    José carlos Soares 12 de setembro de 2012 at 20:18 |

    Difícil escolher apenas um…vou trapacear, e escolher um nacional, e outro “estrangeiro” .

    “A vida como ela é” , do Nelson Rodrigues. Foi o primeiro livro dele com que tive contato, durante o ensino médio.Depois, me viciei, e li tudo dele que caiu na minha mão.Abriu as portas em muitos sentidos, sendo pra literatura nacional (não que tenha sido o primeiro autor nacional que li, mas foi um dos primeiros que adorei de verdade), como pra um Rio de janeiro, de certo modo, desconhecido, de uma outra outra época, ainda que os hábitos, costumes, paixões, torpezas dos personagens descritos, sejam temas universais.

    ” Pequenos poemas em prosa”, Charles Baudelaire.
    Cada página, um soco na cara. Às vezes, nem tanto. Mas a acidez ,a entrega com que esses poemas foram escrita me marcaram definitivamente, e esse “decadentismo” explicito tenha me levado a conhecer, a me interessar por Poe, Oscar wilde, Lautreamont, os Surrealistas em geral…ainda que Baudelaire não tenha relação direta com tudo isso, pra mim, é uma associação automática, a chave que me abriu essas outras portas.

    Reply
  10. Jussara Santos
    Jussara Santos 12 de setembro de 2012 at 10:15 |

    Quando li a saga CAMINHOS CRUZADOS, do Érico Veríssimo fiquei presa ao mundo do livro. Ele faz o encontro das personagens de uma forma real, onde vivem o tempo da “humanização”, em curto período (5 dias). Outro livro dele “Olhai os Lírios do Campo” (para mim o mais belo titulo de uma obra).

    Reply
  11. Marianna de Luna
    Marianna de Luna 11 de setembro de 2012 at 23:26 |

    Acho que eu tive livros que marcaram momentos da minha vida. ?Lembro de Mitsi e da Sexta Janela, da Biblioteca das moças, relíquias da minha mãe, que eu lia encantada. Lembro dos meus 12 anos lendo Os 12 Trabalhos de Hércules. Lembro da primeira vez que li Os Escravos, de Castro Alves, que é minha leitura de sempre desde então. Acho que cada momento eu tive um livro que me fez me apaixonar ainda mais pela leitura e pela vontade de ler e reler passages de histórias que se criaram na minha imaginação.

    Reply
  12. Queen Odara
    Queen Odara 11 de setembro de 2012 at 0:58 |

    Difícil resumir em apenas um, afinal alguns livros são essenciais para a formação do “olhar” que tenho hoje.

    Mais “Quarto de Despejo” – diário de uma favelada – de Carolina Maria de Jesus é especial para mim.

    Esse relato nu e cru em forma de diário, de uma vida cercada de limitações, porém não suficientes para impedir Carolina de escrever [diariamente], é emocionante demais. Uma linda história de superação e força.

    Reply
  13. Sandro Cortes
    Sandro Cortes 10 de setembro de 2012 at 23:41 |

    Sinceramente, li alguns livros na minha infância e adolescência, mas, não recordo muito bem que importância tiveram na minha vida. Por isso, fico com O Anjo Pornográfico, uma belissíma biografia da vida do Nélson Rodrigues. Ele teve grande influência no meu interesse pelo teatro. Me conduziu aos palcos e a formação como ator. Obrigado Ruy Castro.

    Reply
  14. Clarice Azul
    Clarice Azul 10 de setembro de 2012 at 15:30 |

    O primeiro livro que li foi Os Sapatinhos Vermelhos e nao lembro o autor, fiquei imaginando a loucura da menina que dancou ate a morte.
    Gostei de muitos livros que li: A Consciencia de Zeno de Italo Sveno, Travessuras da Menina Ma de Mario Vergas Lhosa, Atraves do Espelho de Jostein Gaarder, Clarice na Cabeceira, Versiculos Satanicos de Salman Rushdie.
    Ah e gostei bastante de Grandes Sertoes que li como pesquisa e em seguida dancei Diadorim.
    Bom vou contar que tbem amei FLICTS de Ziraldo.

    Reply
  15. Cris
    Cris 9 de setembro de 2012 at 13:48 |

    O livro As Meninas, da Lygia Fagundes Telles, que li aos 12 anos, me marcou de forma especial porque me despertou a consciência para coisas que até então me eram nebulosas: sexo, política e drogas. Depois vieram Cem anos de solidão (Marquez), O livro de Manuel e vários outros do Cortázar, Eco com o Nome da Rosa e Saramago de tantos encantos…

    Reply
  16. Bianca Torres
    Bianca Torres 8 de setembro de 2012 at 23:50 |

    Realmente difícil responder a essa pergunta, mas não posso ser injusta em dizer que somente um livro marcou minha vida. Sempre fui fascinada pelos grandes clássicos da Literatura, dentre os autores que mais gosto estão: José de Alencar e Álvares de Azevedo. São desses autores os livros que mais marcaram a minha vida: Encarnação ( José de Alencar) e o livro de poemas Lira dos Vinte anos (Alvares de Azevedo). Outro que me marcou demais foi: o triste fim de Policárpio Quaresma ( Lima Barreto), passei muitos e muitos dias imaginando como seria o Brasil tendo como língua oficial o Tupi-Guarani e vivendo essencialmente de produtos nacionais. Será que estaríamos melhor ?

    Reply
  17. Silvia Ramos
    Silvia Ramos 6 de setembro de 2012 at 20:00 |

    O Jogo da Amarelinha, de Julio Cortazar. Eu estava saindo da adolescência, entrando na juventude, chegando no Rio de Janeiro e me senti fazendo uma “viagem” sozinha, pela primeira vez. Minha vida virou de cabeça para baixo. E nunca mais desvirou.

    Reply
  18. Angela Carneiro
    Angela Carneiro 6 de setembro de 2012 at 16:57 |

    A Emília do Monteiro Lobato é uma personagem que me acompanha até hoje e bobeou toma a palavra. A Bolsa Amarela da Lygia Bojunga Nunes com uma bolsa cheia de desejos que fazem histórias. Mas, também o livro da Ana Maria Machado A Audácia dessa mulher, imaginem só se a Capitú ganhasse voz…como seria? E tantos mais…

    Reply
  19. Bea Meira
    Bea Meira 6 de setembro de 2012 at 14:58 |

    Em 1993 fomos viajar pelo Rio São Francisco; eu, Guilherme Vasconcelos e Luiz Bolognese. O Guilherme levou Grande Sertão: Veredas, do Guimarães Rosa. Começou a ler em voz alta quando chegamos em Pirapora. Em pouco tempo virou uma disputa, havia só um livro e três leitores. Foi uma viagem de sertão profundo, o rio era o livro e o livro era o rio. No final cada um foi pro um lado. O livro ficou comigo, quando peguei um ônibus para São Paulo em Penedo, Alagoas. Reli os últimos capítulos já na Dutra.

    Reply
  20. Gabriela Rodella
    Gabriela Rodella 6 de setembro de 2012 at 13:54 |

    Muitos livros! Difícil decidir… O jogo da Amarelinha, A paixão segundo GH, Contos novos, Primeiras estórias, vixe!…

    Reply
  21. Mariana Mesquita
    Mariana Mesquita 6 de setembro de 2012 at 8:07 |

    Não consigo falar em um só! São tantos, mas o primeiro foi CAPITÃES DE AREIA, depois Cem anos de Solidão,
    Memórias Póstumas de Bras Cuba… e por aí foi…Recentemente, acabei de ler 1822 que adorei e estou lendo Um defeito de cor que também me parece que será inesquecível!

    Reply
  22. PRETTO
    PRETTO 5 de setembro de 2012 at 23:47 |

    O Livro que marcou a minha vida foi ( Menino do Engenho de José Lins do Rego). Uma narrativa viva, saltitante, que vi minha infancia inserida naquele mundo rural.

    Reply
  23. Ivone Sampaio Parente
    Ivone Sampaio Parente 5 de setembro de 2012 at 20:49 |

    Muito difícil escolher apenas um, mas como tive febre quando de repente percebi o que estava lendo, fico com “Uma estada no inferno”, Rimbaud. Foi em fins dos anos 70, e ainda hoje me surpeende; é palavra viva, sempre um livro novo.

    Reply
  24. Zé Henrique
    Zé Henrique 5 de setembro de 2012 at 17:38 |

    Concordo com o Toinho quando diz que talvez a resposta possa não ser a mesma daqui a 5 anos. Mas enquanto isso não acontece, vamos lá…

    O livro que marcou a minha vida foi O estrangeiro de Camus. Foi como se eu conseguisse entender e decifrar o significado da literatura em nossa vida. Ao terminar a leitura dele tive a impressão de que um novo mundo estava se abrindo para mim.

    Foi realmente uma sensação de prazer muito grande. Até hoje me pego folheando-o e sempre que posso leio um pequeno trecho.

    Reply
  25. Roberto Mello
    Roberto Mello 5 de setembro de 2012 at 14:52 |

    Alice no país das maravilhas, de Lewis Carrol, que antes de ler eu associava, com certo preconceito, ao filme de Walt Disney. Ao lê-lo, mudei minha maneira de pensar e até de falar com as pessoas, principalmente com as crianças: caiu a ficha de que, se não tomarmos cuidado, com o tempo vamos cada vez mais perdendo a imaginação e a liberdade de raciocínio, em vez de aumentá-los. Outra ficha: qualquer conversa, com qualquer pessoa pode ser interessantíssima. Por esses e outros motivos, entre tantos livros que adorei, é o que escolho como destaque.

    Reply
  26. Joyce Fagundes
    Joyce Fagundes 5 de setembro de 2012 at 14:52 |

    Digo com toda certeza e recomendo – A alma imoral do Nilton Bonder!

    Reply
  27. Claudia Fenerich
    Claudia Fenerich 5 de setembro de 2012 at 14:02 |

    O Amante de Lady Chaterley – D H Lawrence

    Reply
  28. tetsuo takita
    tetsuo takita 5 de setembro de 2012 at 12:28 |

    feito e não feito”s” como escrevi… Ah e

    O Pequeno Príncipe do Antoine Saint Exupèri é lindo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Ainda mais quando descobri esses tempos que quando ele vivia esteve em Floripa (Desterro) e tem até um lugar na cidade relembrando esta história.

    Reply
  29. tetsuo takita
    tetsuo takita 5 de setembro de 2012 at 12:21 |

    Tem uma frase do sábio Rei Salomão, mais ou menos assim, que bem se aplica hoje a todas as mídias hoje: ‘De se fazer bons livros não há fim, e se apegar muito a eles constitui um pesado fardo para a alma’.
    …Infelizmente tenho que escolher apenas “1″ Livro que marcou a minha vida… …. …
    …. Ah, tá então foi: O Complexo de Portnoy
    de Phillip Roth.

    Nem me lembro como este “maldito” livro chegou as minhas mãos. Eu tinha uns 15 anos, e vinha de uma família religiosa e de pais separados com mãe presente/ ausente. (Que merda! Parafraseando Caio Fernando Abreu no conto “A Dama da Noite” tem uma parte em que a personagem diz e eu apóio: “religião só fode!”) Só sei que O Complexo de Portnoy que na época li com medo, foi um dos primeiros passos para me agnosticar e libertar de falsos dogmas, tabus, ajudou-me a “matar minha mãe” e encarar a vida menos dramaticamente.
    Dele pra Nietzche foi um pulinho. Ainda carrego traços de “Portnoy”. Nascia o monstro rs. Amo minha mãe digo tudo isso cheio do mais vibrante amor a mim e a humanidade, que isso fique bem claro ( moralistas de plantão outra doença da sociedade podre)!
    Escolher um só livro foi muito difícil porque amo tanto: A Bíblia Sagrada, A Turma da Mônica, Ponto de Mutação de Liv Ulmann, Açúcar Amargo do Marcos Rey, Cheiro do Ralo do Lourenço Mutarelly, A Terra é Azul de Lucília Junqueira de Almeida Prado, Amor sem Fim de Ian McEwan, quanto As imagens inesquecíveis dos Livros de arte de Tom of Finland, Antologia da Poesia Marginal da Helô, O Grilinho Brincalhão de Lúcia Machado Brandão e Contos e Lendas de Grimm Brother´s,(meus 1os livros) e tantos tantos outros:… gostaria de entender minha aversão à Machado rs), embora todos estes tenham feitos marcas no meu “corpo” menos ou mais indeléveis.
    Penso: se eutivesse parado no livro “Demian” do Hermann Hess e seria mais feliz, mas sou insaciável eu quis ler dele também Viagem ao Oriente, que já me deixou com a pulga atrás da orelha. Acabei caindo nas garras do cinema de David Lynch e Davis Cronnemberg, a vida é realmente cruel!
    Bendito complexo de Portnoy!
    Abençoado seja!
    Ainda carrego traços dele, a parte intragável da minha personalidade, que nem “soro de cloréx”…

    ———————Sobre O autor e o livro

    A narrativa de Alexander Portnoy, jovem advogado nova-iorquino, é uma longa confissão no divã do psicanalista. Como desde o início fica bem claro, Portnoy é dotado não apenas de uma inteligência privilegiada como também de uma capacidade ilimitada de encarar a si mesmo com realismo e ironia. Contudo, o narrador-protagonista é totalmente incapaz de se livrar da ligação paralisante com a mãe, identificada logo de saída como “o personagem mais inesquecível que conheci na minha vida”. Portnoy discorre alternadamente sobre o passado – a infância de filhinho da mamãe, a adolescência dedicada acima de tudo à prática da masturbação e a tentativas frustradas de perder a virgindade – e sua vida atual – o relacionamento conflituoso com a amante bela porém semi-analfabeta, a separação e uma viagem a Israel que termina com a descoberta de que ele está impotente.

    “Roth é o escritor mais corajoso dos Estados Unidos. Moralmente e politicamente corajoso. E Portnoy faz parte dessa coragem.” – Cynthia Ozick, Newsday

    “Comovente, e ao mesmo tempo hilariante e lascivo. Roth tem um talento vibrante. É um dos mímicos e fantasistas mais maravilhosos já produzidos pelo povo mais verbal da história da humanidade.” – Alfred Kazin, New York Review of Books
    (duvidem pois todos são norte-americanos rs)

    Reply
  30. LedaLessa
    LedaLessa 5 de setembro de 2012 at 12:16 |

    Muitos livros foram importantes.Quando era menina ganhei de presente O Pequeno Príncipe e comecei a refletir sobre a amizade,a sinceridade das crianças.A que habita em mim,permanece bem cuidada e respeitada como toda criança dever ser.
    “O essencial é invisível aos olhos.Só se vê bem com o coração” (A.Saint Exupéry).

    Reply
  31. Thereza Dantas
    Thereza Dantas 5 de setembro de 2012 at 12:09 |

    As Aventuras de Huckleberry Finn , do autor Mark Twain, marcou a minha vida. Essas aventuras me inspiram a até hj e não me deixam esquecer que podemos fazer escolhas!

    Reply
  32. Bea Meira
    Bea Meira 5 de setembro de 2012 at 11:56 |

    O livro que marcou minha vida foi o Memorial de Maria Moura. Fiquei louca de vontade de ser cangaceira.

    Reply
  33. José Otávio Motta Pompeu E Silva [APdca210]

    Um livro de capa dura que ganhei no meu aniversário de 10 anos, um livro diferente dos que tinha até então, um livro vindo das distantes terras portuguesas, de um autor que não fazia a menor ideia de quem fosse… Achei o livro muito bonito para ser lido imediatamente… Coloquei na minha estante mais alta, em um lugar que pudesse admirar enquanto estivesse deitado lendo outros livros.
    Tomei coragem e comecei a ler… Estranhei aquele jeito de escrever, não encontrava palavras em letra maiúscula e os pontos finais eram raros… A estória era uma viagem para um tempo de padres voadores, reis e a construção de um convento que não acabava nunca. Li várias vezes aquela mesma história, do começo para o fim, do fim para o começo e saltitando entre as aventuras de Blimunda e Baltazar… Quando fiz o exame para ingresso no ensino superior, qual foi minha surpresa que várias das perguntas foram sobre este livro… Acompanhou-me até os meus dezoito ou vinte anos quando já morando em outra cidade, deixei-o no meu antigo quarto da infância e ele desapareceu para encantar a outros…
    Assim conheci o Memorial do Convento e seu autor José Saramago que acompanhei depois a cada lançamento de um novo livro e escutando suas palavras nas últimas 2 palestras que proferiu no Brasil, a última coincidente com sua última aparição pública…
    O meu livro que marcou minha vida agora é memória, faz parte do memorial da minha vida…

    Reply
  34. toinho castro
    toinho castro 5 de setembro de 2012 at 11:14 |

    Eis uma pergunta difícil, pois que a resposta pode mudar amanhã, com o próximo livro. Ou mesmo se uma lembrança for despertada, que outro livro marcante ela trará? mas propondo-me a jogar o jogo devo dizer que um livro que muito me marcou chama-se ‘peter pan e wendy’ (esse é seu nome original), do escritor inglês J. M. Barrie.
    Muitos o conhecem como peça infantil ou desenho animado da Disney, ou mesmo pelas versões ilustradas em livros que não trazem o texto integral.
    mais que as aventuras de wendy e peter pan na terra do nunca o livro traz uma profunda visão do lugar dos sonhos nas nossas vidas e seu desmantelamento pela vida adulta.
    e a grande questão proposta é: com enfrentar o mundo e permanecer sonhando e fazendo desses sonhos, o mundo? não existem respostas fáceis no livro. Talvez nem mesmo as difíceis… crescer é a grande aventura do livro, desde que os sonhos não estejam no fundo das gavetas.

    Reply

Deixe um comentário