8 comentários

  1. ZineØØ
    ZineØØ 12 de dezembro de 2013 at 1:33 |

    Eu li Pablo Ramoz, passei as vistas no documento base também! Coincidência (ou não) o Vergara surgir _pra mim_ de novo, depois do MAC. Fiquei curioso pra conhecer as experiências que você citou como “desde os anos 80”, pois são muitos museus em petição de miséria, e poucos com uma infra legal. Vamos em frente!

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  2. heloisa
    heloisa 24 de outubro de 2012 at 16:38 |

    Realmente o assunto Museu é da maior importância quando pensamos cultura e por isso mesmo qualquer tipo de polarização pode ser perigosamente enfraquecedora desse debate. Em tempos de globalização , a conversa fica bem complicada e bem mais fascinante também. A questão do eurocentrismo , por exemplo, que foi muito importante até o início dos anos 80, hoje, me parece que perdeu um pouco seu poder /e /ou eficácia de argumentação. Nesse momento de fluxos simbólicos, migratórios, culturais e econômicos velozes, a questão mais evidente não é a da dominação mas uma discussão das lógicas possíveis de negociação simbólica, ou “praças de troca” como sinaliza Luiz Marcelo. Ou, como experimentamos nas Quebradas, a defesa de uma ecologia de saberes e culturas. Assim , o problema migra para uma zona estratégica tão difícil como atraente que é a da articulação, tradução e da manutenção de sistemas de conhecimento. Para piorar a dificuldade, estamos num evidente momento de virada nos paradigmas museológicos e, nesse caso, toda a delicadeza de escuta e observação é pouca para que possamos produzir um conhecimento novo sobre essa virada. Nesse quadro, o ponto de vista que Pablo nos oferece, num movimento legítimo de trazer mais vozes para essa discussão , vozes que até a pouquíssimo tempo não estavam presentes nesses Fóruns qualificados, só pode ser bem vindo. É assim que o debate pode se ampliar e esquentar.

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  3. Juliano Borges
    Juliano Borges 23 de outubro de 2012 at 13:28 |

    Caros,

    gostaria de convidar a todos para participar dos Debates Setoriais que a Secretaria de Estado de Cultura está promovendo, em paralelo à discussão do Plano Estadual de Cultura.

    Acessem a página do Plano (http://www.cultura.rj.gov.br/debates-setoriais), comentem, enviem suas contribuições. Esse rico debate precisa ser incorporado no desenho das políticas públicas de longo prazo para a área da cultura fluminense.

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  4. Luis Marcelo Mendes
    Luis Marcelo Mendes 21 de outubro de 2012 at 8:27 |

    Oi Pablo,

    De fato o seu comentário é pertinente. Mas à essa crítica do “pensamento eurocêntrico” cabem várias questões. A primeira delas é que instituições líderes citadas como o Walker Center, de fato ocupam um espaço mental. Mas não só para mim, brasileiro, como também para outras pessoas que estão pensando museus no mundo inteiro. E o que interessa a todas elas é justamente o processo de transformação das instituições que praças de troca e não em “museus-templo”.
    Daí, temos que sair da constatação que as “ações na área da Museologia Social, através de ecomuseus e museus comunitários existentes no Estado do Rio de Janeiro” não foram citadas para entender: por que? E, mais, se estas são de fato de excelência, como inserir nesse contexto de discussão global? Quais são as métricas utilizadas?
    Depois do nosso encontro fiquei pensando bastante em como a gestão de afetos pode ser um instrumento para “radicalizar a democracia”, como diz o Faustini.
    Vamos conversar mais sobre isso e quero fazer uma visita ao Ecomuseu em breve.

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    1. Pablo Ramoz
      Pablo Ramoz 24 de outubro de 2012 at 10:30 |

      Olá, Luis.

      Sua aproximação será muito bem vinda. O seu texto é realmente lapidar, ele move o leitor.
      Vamos aprofundar essa discussão. Aguardo sua visita!
      Abraço!

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      1. Luis Marcelo Mendes
        Luis Marcelo Mendes 25 de outubro de 2012 at 8:11 |

        Estava me lembrando de ter rabiscado um primeiro exercício de “diretrizes”, o que deveria poderiam ser um “guia básico” de operação de afeto:

        * Todo museu do estado do Rio de Janeiro deve entender que as pessoas, em geral, gostam de museus. São os museus que precisam gostar das pessoas e manifestar esse afeto.

        * Todo museu do estado do Rio de Janeiro deve exercitar um profundo e sincero interesse pelos seus públicos.

        * Todo museu do estado do Rio de Janeiro deve buscar conhecer seus públicos, seus interesses, suas necessidades, seus desejos. E se programar para responder a esses interesses, necessidades e desejos da melhor forma.

        * Todo museu do estado do Rio de Janeiro deve ter estatísticas confiáveis e permanentes. Deve ser capaz de entender quantas pessoas o visitam, quando e onde vem.

        * Todo museu do estado do Rio de Janeiro deve exercitar e manifestar um profundo e sincero interesse em oferecer o maior conforto aos seus públicos.

        * Todo museu do estado do Rio de Janeiro deve dar bom dia, boa tarde, obrigado e volte sempre aos seus públicos.

        * Todo museu do estado do Rio de Janeiro deve oferecer água fresca, gratuita e de fácil acesso aos visitantes.

        * Todo museu do estado do Rio de Janeiro deve buscar estabelecer relações com as comunidades ao seu entorno, abrindo espaços para atividades comunitárias.

        * Todo museu do estado do Rio de Janeiro deve entender que todo acervo público, pertence ao público e em seu nome deverá ser exercido.

        * Todo museu do estado do Rio de Janeiro deve entender acessibilidade e necessidades especiais como oportunidades de relacionamento e não como despesa.

        * Todo museu do estado do Rio de Janeiro deve entender a comunicação com seus públicos como a maior das prioridades.

        * Todo museu do estado do Rio de Janeiro deve entender que tudo o que se faz no museu é comunicação. Do atendimento, sinalização direcional, identificação de peças à oferta de conteúdos expandidos.

        * Todo museu do estado do Rio de Janeiro deve permitir mais que proibir. As regras de visitação devem ser sempre claras, amigáveis e estar à vista logo na entrada do museu.

        * Todo museu do estado do Rio de Janeiro deve permitir uso de câmeras, entendendo que fotos não vão roubar a alma do museu.

        * Todo museu do estado do Rio de Janeiro deve buscar aprimorar suas competências e incentivar a capacitação da sua equipe.

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  5. Angela
    Angela 18 de outubro de 2012 at 9:29 |

    Pablo fundamental as questões que você aborda. Penso como seria interessante continuar esse debate. De que forma? Como sair da polaridade, pois o mais interessante é a tensão, sustentada pelas diferenças, entre a sua experiência de práticas de cultura e as que eles apresentam? Quantos conceitos envolvidos aí: memória, modos de vida, cidadania, preservação, conservação, políticas públicas, cultura, um mundo fascinante, e de ação política.
    Como desdobrar a questão? Outro dia, conversava com o Marco Andrade sobre Cataguazes, sua usina de produção em que ele falava de uma vida cultural que encarnava em pessoas. Uma boa linha de pesquisa, quem sabe.

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    1. Pablo Ramoz
      Pablo Ramoz 24 de outubro de 2012 at 10:25 |

      Olá, Angela. É necessário e saudável aprofundarmos essas discussões. Acredito que “as Quebradas” pode ser, e já está sendo, um dos espaço desse encontro. Quem sabe rola uma pauta presencial…!
      Forte abraço!

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