10 comentários

  1. Joannes
    Joannes 24 de outubro de 2012 at 15:07 |

    http://www.youtube.com/watch?v=Ob92n3OGtaA

    documentário sobre Josué de Castro

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    1. Bea Meira
      Bea Meira 24 de outubro de 2012 at 15:20 |

      Joannes, você está me saindo um curador de video do site. Sensacional!! É pra todo mundo ver!!

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    2. Beá Meira
      Beá Meira 24 de outubro de 2012 at 21:19 |

      Muito bom, acabei de assistir. Filme de 1995, já tem quase 20 anos. Ótimos depoimentos, inclusive de Chico Science. Valeu a dica!

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  2. tetsuo takita
    tetsuo takita 24 de outubro de 2012 at 12:35 |

    sim eu tenho num livrinho do fórum de mídi livre eu acho, ou da mostra da PUC de cinema onde teria um debate com ela, mas não o acho digitado na net.
    vou localizar o compêndio para se puder libertar o texto digitando-o para a net.

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  3. tetsuo takita
    tetsuo takita 23 de outubro de 2012 at 12:33 |

    Entre os problemas mais gritantes, Ivana Bentes destaca…

    Posted by Frederico Neto ⋅ 2011/06/25 ⋅ 1 Comentário
    Filed Under cultura digital, fernando mascarello, fora do eixo, ivana bentes, oportunismo, pablo ortellado, passa palavra
    por Frederico Neto*

    Provavelmente os gestores, pesquisadores e produtores de cultura devem ter recebido por e-mail e nas mídias sociais o texto da pesquisadora e professora da ECO/UFRJ, a Dra. Ivana Bentes, intitulado “A esquerda nos eixos e o novo ativismo”, que busca desqualificar o editorial do site Passa Palavra sobre as recentes mobilizações em São Paulo e a fragilidade prática e teórica de uma “nova” forma de ativismo político e estético emergente no contexto contemporâneo.

    Não é de se estranhar a repercussão do texto da Dra. Ivana Bentes e seus possíveis desdobramentos em outros artigos e eventos a serem realizados pela pesquisadora ou com a presença da pesquisadora. Esse mesmo tipo de investida já foi testemunhada quando a pesquisadora revolveu atacar o filme Cidade de Deus, de Fernando Meirelles e Kátia Lund, após a sua boa recepção de público e crítica.

    Um oportuno precedente:

    Em 2001 após a repercussão do filme Cidade de Deus no Festival de Cannes, a pesquisadora Ivana Bentes publica no Jornal do Brasil o texto-manifesto “Da estética à cosmética da fome” (1), onde busca uma ligação da estrutura narrativa do filme (denominada de pós-clássico pelos críticos e teóricos de cinema) com os pressupostos políticos e estéticos modernos do Cinema Novo, em especial o manifesto “Eztétyka da Fome” de Glauber Rocha, utilizando a etiqueta-analítica “cosmética da fome” para denunciar a representação estilizada da violência do tráfico nas favelas cariocas.

    Em uma segunda investida, em 2002, após a estréia do filme nas telas brasileira, publica no jornal O Estado de São Paulo o editorial “Cidade de Deus promove um turismo no inferno”, obtendo com a repercussão midiática do texto a condição de referencial teórico na polêmica que deflagrou. Posteriormente vieram os artigos acadêmicos, as pesquisas e, é claro, os seminários e os painéis nos fóruns de discussão de cultura.

    No artigo-resposta “O dragão da cosmética da fome contra o grande público”, Fernando Mascarello, crítico e pesquisador de cinema, problematiza a etiqueta-analítica cunhada por Ivana Bentes e aponta uma “meticulosa calibragem para a repercussão na mídia, ajustando-se, assim, ao ‘mercado’ da discussão intelectual” (2). Destaca-se o caráter legitimador/patologizador de um discurso que se apoia no referendo de um público ávido por elementos para o exercício de uma distinção social, no sentido sociológico do termo.

    Citando e comentando alguns destaques feitos por Ivana Bentes:

    A seguir um trecho que busca desqualificar o editoral do site Passa Palavra, se ancorando em um esclarecimento e compreensão que só a pesquisadora julga possuir:

    “O texto não consegue configurar que os movimentos e articulações, ainda que incipientes, das marchas das liberdades em todo Brasil não são “a nova classe dominante”, mas a emergência de um movimento transversal, “movimento de movimentos”, com dinâmica própria e singular em cada território, com uma pauta heterogênea, aberta e em construção, sem central única” ou “comando” dos “iluminados”, que se auto-organiza e cujos “fins” não foram dados a priori!”

    Mais radical na sua argumentação, esse outro trecho busca desqualificar o coletivo que assina a autoria do editorial, apontando como conservadora e desatualizada qualquer perspectiva classista, remetendo ao clichê “fluxo”, em caixa alta, que é moda nos estudos de comunicação e cultura:

    “O artigo parece ter como horizonte a luta por cartórios do século XIX!!! Com estratégias e palavras de ordem abstratas, um “anticapitalismo” vago que perdeu o sentido. Pois as novas lutas são em FLUXO, são modulações, não são MOLDES PRE-FABRICADOS, não são sequer anti-capitalistas, no sentido estrito, pois estão hackeando o capitalismo, se apropriando de suas estratégias para resignificar o COMUNISMO das redes, no sentido mais radical de um comunismo DENTRO do próprio capitalismo, esquizofrenia do sistema que produz hoje um horizonte do COMUM, que temos que construir e pelo que temos que lutar.”

    Aqui outras generalizações teóricas como “novas dinâmicas de trabalho”, frequente nos estudos sobre a globalização e “laboratórios de experimentações” que está totalmente fora de contexto, um conceito tirado da cartola:

    “O Circuito Fora do Eixo é, no meu entender, um dos mais potentes laboratórios de experimentações das novas dinâmicas do trabalho e das subjetividades. Que tem como base: autonomia, liberdade e um novo “comunismo” (construção de Comum, comunidade, caixas coletivos, moedas coletivas, redes integradas, economia viva e mercados solidários).”

    Nesse trecho, a seguir, a pesquisadora busca uma etiqueta-analítica para definir o Fora do Eixo com a pérola “esquerda pós-fordista”, para um grupo que não é simpático com denomicações clássicas de espectro político e ideológico como esquerda e direita, mas que prefere ser etiquetado de alternativo e independente:

    “Ou seja, o Fora do Eixo entendeu que o modelo na produção cultural é o modelo de funcionamento do próprio capitalismo. (…) Uma esquerda pós-fordista que está dando certo, que inventa estratégias de Mídia, que inventa “mercados” solidários, contrariando os anunciadores do apocalipse.”

    Mais generalizações sobre as potencialidades políticas do Fora do Eixo:

    “A ideia de que, para se ter “direitos”, é preciso se “assujeitar” em uma relação de patrão/empregado, de “assalariamento”, é uma ideia francamente conservadora. O precariado cognitivo, os jovens precários das economias da cultura estão reinventando as relações de trabalho; os desafios são enormes, a economia pós-Google não é fordista, não é melhor nem pior que as velhas corporações, mas abre para outras dinâmicas e estratégias de luta, EM DISPUTA!
    Não vamos combater as novas assimetrias e desigualdades com discursos e instrumentos da revolução industrial!!! Como faz o texto na sua argumentação redutora e tendenciosa.
    Não é só o capitalismo financeiro que funciona em fluxo e em rede, veloz e dinâmico. As novas lutas e resistências passam por essas mesmas estratégias.
    O Fora do Eixo está apontando para as novas formas de lutas, novas estratégias e ferramentas, que inclui inclusive PAUTAR AS POLITICA PUBLICAS, PAUTAR o Parlamento, PAUTAR A MIDIA, Pautar a Globo, como as marchas conseguiram fazer! Ser bem sucedido ai, onde muitos fracassaram, é o que parece imperdoável!”

    Em relação a pressão ou articulação feita para pautar as demandas e influenciar nas políticas públicas, o FdE e derivados, não diferem dos ruralistas, evangélicos e demais estratos sociais no seu corporativismo. O Fora do Eixo apenas participa da disputa por fundos públicos.

    Outro trecho desqualificando a perspectiva classista do site Passa Palavra, com ataques de cunho legitimador/patologizador, como na polêmica com o filme Cidade de Deus; sublinhei o termo “ressentimento”, que é muito comum nos estudos sobre cinema brasileiro:

    “Há um enorme ressentimento no texto, mal disfarçado, diante de tanta potência, lida pela chave mesquinha da “luta por poder”, “captalização de prestígio”, da “nova classe dominante”. O objetivo infelizmente parece ser o de desqualificar, rotular e “neutralizar” os que são os novos aliados de uma radicalização do processo democrático no Brasil, que estão inovando na linguagem e nas estratégias. “Perigo” que ameaça a jovem/velha esquerda, que perde protagonismo em todas as esferas, incapaz de dialogar com esse novo e complexo cenário, com todos os seus riscos. Experimentar = se expor aos riscos.”

    Por fim, nota-se que o texto não é dirigido para o Passa Palavra, não é uma reposta a análise feita; aproxima-se mais de um consolo teórico e ideológico para os ativistas do FdE, Cultura Digital e afins.

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    1. Bea Meira
      Bea Meira 24 de outubro de 2012 at 8:35 |

      Tetsuo seria legal colocar aqui o texto original da Ivana Bentes: “Da estética à cosmética da fome”. Este texto que você colou, é uma resposta do Frederico Neto a um outro texto da Ivana Bentes: “A esquerda nos eixos e o novo ativismo”, mais atual e que não foi comentado na aula.

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  4. Joannes
    Joannes 22 de outubro de 2012 at 22:21 |

    trecho do texto de Glauber Rocha- 1965- “estética da fome”

    Este condicionamento econômico e político nos levou ao raquitismo filosófico e à impotência, que, às vezes inconsciente, às vezes não, geram no primeiro caso a esterilidade e no segundo a histeria.

    A esterilidade: aquelas obras encontradas fartamente em nossas artes, onde o autor se castra em exercícios formais que, todavia, não atingem a plena possessão de suas formas. O sonho frustrado da universalização: artistas que não despertaram do ideal estético adolescente. Assim, vemos centenas de quadros nas galerias, empoeirados e esquecidos; livros de contos e poemas; peças teatrais, filmes (que, sobretudo em São Paulo, provocaram inclusive falências). O mundo oficial encarregado das artes gerou exposições carnavalescas em vários festivais e bienais, conferências fabricadas, fórmulas fáceis de sucesso, vários coquetéis em várias partes do mundo, além de alguns monstros oficiais da cultura, acadêmicos de Letras e Artes, júris de pintura e marchas culturais pelo país afora. Monstruosidades universitárias: as famosas revistas literárias, os concursos, os títulos.

    A histeria: um capítulo mais complexo. A indignação social provoca discursos flamejantes. O primeiro sintoma é o anarquismo pornográfico que marca a poesia jovem até hoje (e a pintura). O segundo é uma redução política da arte que faz má política por excesso de sectarismo. O terceiro, e mais eficaz, é a procura de uma sistematização para a arte popular. Mas o engano de tudo isso é que nosso possível equilíbrio não resulta de um corpo orgânico, mas sim de um titânico e autodevastador esforço no sentido de superar a impotência: e, no resultado desta operação a fórceps, nós nos vemos frustrados, apenas nos limites inferiores do colonizador: e se ele nos compreende, então, não é pela lucidez de nosso diálogo, mas pelo humanitarismo que nossa informação lhe inspira. Mais uma vez o paternalismo é o método de compreensão para uma linguagem de lágrimas ou de mudo sofrimento.

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    1. Bea Meira
      Bea Meira 23 de outubro de 2012 at 8:11 |

      Joannes, que bom que você postou isto! A professora Ana Kiffer vai falar sobre este texto do Glauber na aula. Mas é bom a gente chegar na aula com “as idéias na cabeça”.

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  5. Emilia Alcoforado
    Emilia Alcoforado 22 de outubro de 2012 at 13:31 |

    A fome de literatura!

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  6. Marco Andrade
    Marco Andrade 22 de outubro de 2012 at 11:37 |

    Isso vai ser bom demais. Vai dar o que falar e pensar e agir…

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