2 comentários

  1. Zé
    5 de julho de 2013 at 3:34 |

    Oi Beá!
    Obrigado pelos comentários, você disse algumas coisas que certamente espero abordar quando seguir ampliando a minha pesquisa. Foquei no surgimento da fotografia por ser um tema que tinha a ver com os trabalhos que eu estava desenvolvendo até então (e também pra não me alongar muito, além de necessitar de mais embasamento pra me aprofundar por esses olhares mais distintos). Estou completamente de acordo com todas as limitações citadas (tanto que optei por enveredar pelas artes plásticas em vez de ir pela fotografia propriamente dita, usando-a simplesmente como base e influência pra criações (ou distorções) em outros campos, como a gravura e a pintura.Adoro o Baudelaire, e estou completamente de acordo com ele (e com você) =) .

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  2. Beá Meira
    Beá Meira 30 de junho de 2013 at 18:10 |

    Zé Carlos, este tema da fricção entre fotografia e pintura já existia antes mesmo da fotografia ser inventada. A câmera lúcida e outros equipamentos que eram usados pelos pintores desde a invenção das lentes no século XVI, já haviam colocado a questão, que ao meu ver, é central neste debate: Como captar a realidade? Como captar o máximo de realidade?

    Em latin existe uma expressão; supra verum, que foi usada para definir as esculturas gregas do período clássico, que estariam para os romanos acima da verdade.

    A fotografia já nos provou nestes 150 anos que nem sempre é capaz de captar esta tal realidade e muito poucas vezes é capaz de chegar em um lugar além da realidade. Até mesmo porque a fotografia é caolha, tem um olho só e nós temos dois.

    Outra discussão interessante é a colocada pelo poeta e crítico francês Charles Baudelaire (1821-1867), autor do livro de poemas As flores do mal, em uma crítica a uma exposição fotográfica em 1859. Ele escreveu: “Esse gosto exclusivo pela verdade oprime e sufoca o gosto pela beleza”.

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