6 comentários

  1. Tetsuo Takita
    Tetsuo Takita 24 de novembro de 2013 at 17:37 |

    Esta imagem de Cláudio Manuel da Costa, tem um detalhe interessante, lembra muito os lábios leporinos de certos felinos e então eu pensaria, num desvario poético que pela sua atração inegável pela beleze estonteante e arrebatadora das nossas matas, faria com que ele se metamorfoseasse em um habitante dela para inconscientemente protegê-la…

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  2. Wellington de Moraes França
    Wellington de Moraes França 19 de outubro de 2013 at 20:40 |

    MAS…E O POEMA VILA RICA? COMO O AUTOR COMBINA OU CONTRAPÕE FICÇÃO E HISTÓRIA?

    Movido por uma curiosidade extra acadêmica, me vejo compelido ler o poema VILA RICA de Claudio Manuel da Costa, curiosidade esta influenciada pela palestra conferida por Eduardo Coelho – que foi editor de meu poema O CARRETO publicado no FLUPPENSA 43 novos autores – 2012.

    Trata-se de uma curiosidade ingênua sobre como escrever um poema (arte literária) associada a um fenômeno histórico temporal. Isto por que estou determinado em realizar poemas destacando detalhes arquitetônicos e imagens urbanas em transformação, particularmente no Rio de Janeiro, alguns inéditos,com tímidas referencias antropológicas e geográficas alguns dos quais já aparecem em alguns poemas publicados em TEMPORAIS, CBJE – 2010.
    Assim, trilhando labirintos internetianos, deparo-me com a tese: O HISTÓRICO E O LITERÁRIO NA COMPOSIÇÃO DE VILA RICA, DE CLÁUDIO MANUEL DA COSTA

    Marcela Verônica da Silva
    (Doutoranda – UNESP/Assis)

    E cita a ilustre doutoranda em uma parte de seu texto:
    […] é evidente que não compete ao poeta narrar o que exatamente aconteceu; mas sim o que poderia ter acontecido, o possível segundo a verossimilhança ou a necessidade. O historiador e o poeta não se distinguem um do outro, pelo fato de o primeiro escrever em prosa e
    o segundo em verso […]. Diferem entre si porque um escreveu o que aconteceu e o outro o que poderia ter acontecido. Por tal motivo a poesia é mais filosófica e de caráter mais elevado que a história, porque a poesia permanece no universal e a história estuda apenas o
    particular. O universal é o que tal categoria de homem diz ou faz em tais circunstâncias, segundo o verossímil ou o necessário.
    (ARISTÓTELES, 2005, p. 43).
    II Colóquio da Pós-Graduação em Letras
    UNESP – Campus de Assis
    ISSN: 2178-3683
    http://www.assis.unesp.br/coloquioletras
    coloquiletras@yahoo.com.br

    Assim, faço-me aqui presente temeroso de não ser chato com minhas reflexões compartilhando meus desassossegos poetistas.

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  3. Nuno DV
    Nuno DV 12 de outubro de 2013 at 9:39 |

    Sorte escura ( Feito durante a aula do EDUARDO COELHO)

    Tem dias que minha sorte está um breu
    e meu azar parece estra iluminado
    Mas mesmo caído, não consigo ficar parado
    sigo rastejando como se fosse um ferido soldado
    motivado pelo sentimento de ter meu nome lembrado.
    Lembrando que essas são minhas desculpas, por atenção na aula não ter prestado!

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  4. Karen Kristien
    Karen Kristien 11 de outubro de 2013 at 14:46 |

    Arcade frustrado
    Pobre Manuel
    Relativizado
    Revisto
    Reiterado
    Entre penhas e penhasco
    Fera entre os homens
    Rompeu com seus sonetos
    Seu amor devorou tigres
    Seu Brasil deglutiu Portugal
    Inconfidente Enigmático
    Suícidia? Vive até hoje nos precipícios da escrita.

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  5. Fabio Augusto
    Fabio Augusto 10 de outubro de 2013 at 19:15 |

    “Não vês nas tuas margens o sombrio,
    Fresco assento de um álamo copado;
    Não vês ninfa cantar, pastar o gado
    Na tarde clara do calmoso estio.

    Turvo banhando as pálidas areias
    Nas porções do riquíssimo tesouro
    O vasto campo da ambição recreias.

    Que de seus raios o planeta louro
    Enriquecendo o influxo em tuas veias,
    Quanto em chamas fecunda, brota em ouro.”

    Claudio Manuel é um poeta incrível, tem estilo e linguagem próprias,ele realmente passeia pelo barroco e pelo arcadismo.
    Talvez pelo fato de mesmo vindo de origem humilde sempre teve acesso a educação seja no Rio de Janeiro ou em Portugal.
    Talvez pelo destino,que o mandou de volta a sua pátria,numa viagem longa ao lombo de um animal que durou mais de 15 dias.
    Sua genialidade deve dar se pela constatação de uma realidade diferente da que deixou quando saiu.O que era límpido estava turvo,a caça ao ouro degradava sua terra, e mesmo assim, ele orgulhava se de falar sobre as belezas naturais de nosso país.Mesmo sujo isso aqui é o que tenho,dizia ele.
    Acho que por isso,dentre outras coisas,Claudio é genial mesmo.
    Por isso ele influenciou uma geração de notáveis e até hoje inspira com certeza.
    Em Ouro Preto estabeleceu normas e cuidou do meio ambiente,foi um de nossos primeiros ecologistas.
    Seus princípios sobre a preservação da natureza e sua obra são sem dúvida,legados que não tem preço e estarão pra sempre na história.

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  6. Rogéria Reis
    Rogéria Reis 10 de outubro de 2013 at 18:30 |

    A Poesia de Cláudio Manuel da Costa e alguns Fundamentos da Literatura Brasileira com Eduardo Coelho.

    Aguardei com ansiedade a aula de literatura do professor Eduardo Coelho que compartilhou conosco a análise que fez sobre a narrativa poética do Cláudio Manoel da Costa, bem como detalhes da sua biografia. Eduardo trouxe informações importantíssimas para quem se interessa por poesias.
    Minhas percepções:
    Me embrenhei na civilização ou no sertão selvagem da literatura?
    Não sei definir com precisão.
    O que sei é que selvagem é o mundo em que vivo e a poesia ora me parece ser o paraíso (Arcádio), ora o inferno de Dante Alighieri, ora isso, ora aquilo, enfim, uma mixórdia de todas essas escolas literárias e também de sentimentos.
    Uma diversidade de estilos, uma confusão e muitas vezes em um único poema, me referindo aqui às temáticas que emprego.
    Da mesma forma é confusa a classificação da poesia do Cláudio Manuel da Costa em uma corrente literária só.
    E a poesia hoje?
    Uma narrativa que brota de todo esse acesso à / excesso de / informações?
    Uma narrativa que brota do analfabetismo funcional que trazemos em relação a nós mesmos, ao outro e ao mundo apesar de tantas “informações”?
    Será o “de tudo um pouco” que culminará em NADA?
    Ou uma diversidade que dará origem ao inusitado, ao novo?
    Torço para a construção do “algo novo” mas caso não seja possível que meus versos me concedam ao menos dizer o que penso e sinto da vida.
    Quem sabe fazer uma leitura do mundo como os poetas do passado fizeram e com tanta competência.
    Não há como não usufruir do legado literário deixado pelos ilustres antepassados. Não há como não admirar obras interessantes de contemporâneos também.
    Hoje no contexto pós-moderno, existem recursos tecnológicos que nos permitem um acesso rápido e ainda um debruçar sobre as muitas correntes literárias já existentes.
    Mas isso nos tornará bons poetas ao ponto de influenciar outros?
    Ou melhor, qual o conceito hoje de “bom poeta”?
    Fiquei pensando nisso…

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