9 comentários

  1. Noélia
    Noélia 21 de março de 2014 at 13:53 |

    Gostei muito da aula e da filososofia. Alguém sabe onde ficou postado os slides que o Renato disse que habilitaria pra UQ? Queria me aprofundar.

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    1. Beá Meira
      Beá Meira 21 de março de 2014 at 14:04 |

      Noélia está no pós aula.

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  2. Jussara Santos
    Jussara Santos 20 de março de 2014 at 19:37 |

    Presente!!!

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  3. Rogéria Reis
    Rogéria Reis 19 de março de 2014 at 18:12 |
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  4. Rogéria Reis
    Rogéria Reis 19 de março de 2014 at 18:10 |

    Para quem não assistiu a aula…

    Renato Noguera, mestre em Filosofia, leciona atualmente na linda Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro.
    Ontem, veio à UQ, nos presentar com informações sobre a cultura Dagara, “através de uma leitura filosófica da pensadora contemporânea Sobonfu Somé – burquinense da etnia dagara, com formação ocidental – que nos brinda com o livro “O espírito da intimidade”.
    Como curso Cências sociais, achei interessante o estudo etnográfico, a visão antropológica do funcionamento de uma comunidade com base no determinismo, realizada por um membro da própria comunidade, mas, que já obteve contato com a cultura ocidental.
    Numa entrevista Sobonfu relata a tristeza do seu afastamento da comunidade, na ocasião em que necessitou residir em Michigan e é quando então começa a analisar e descrever a sua própria cultura.
    Toma consciência dos costumes e tradições Dagara, quando se confronta com a cultura ocidental e sente-se comissionada a falar sobre a mesma, registrá-la, ou seja, produzir uma literatura sobre.
    Descreve na sua sociedade, um presente e futuro dos indivíduos, orientado por um jogo de pedras.
    Esse jogo pelo que entendi traça uma espécie de cartografia espiritual e define as funções de cada um, os perfis profissionais, por fim, a estrutura funcional dessa comunidade, inclusive as relações individuais e sociais.
    Segundo a escritora é uma sociedade com baixo nível de desigualdade social, pois atuam coletivamente, com base na ajuda mútua e no compartilhamento.
    Na sua análise, ela não cita dados sobre a ocorrência de suicídios.
    O interessante é que os interesses são sempre voltados para o coletivo.
    As relações entre indivíduos não são fundamentadas na paixão, mas sim, na afinidade espiritual, cuja leitura é feita com base nesse jogo, com influência dos espíritos dos ancestrais, invocados pelos guardiões.
    Os guardiões são os que leem as pedras e junto com os anciãos, exercem a função de conselheiros e moderadores de conflitos.
    E falando em conflito, todos são resolvidos coletivamente.
    Segundo Noguera, existem cinco elementos definidores de tipos de personalidade, ou melhor definindo, perfis espirituais, que são a água, a terra, o fogo, o mineral e a natureza, representados em uma mandala, onde as pedras são lançadas para escolha dos parceiros ideais – aqueles com maior afinidade espiritual.
    Os problemas conjugais são resolvidos no coletivo, pois acreditam que um relacionamento conjugal harmonioso colabora com o desenvolvimento social.
    Os malfeitores são as pessoas insatisfeitas consigo mesmas. Para a filosofia Dagara, os insatisfeitos, os infeliz, interferem no equilíbrio, no funcionamento da comunidade.
    Por isso, os relacionamentos não são marcados pela paixão, pelo amor, que segundo eles, são sentimentos que formam uma cortina de fumaça a impedir de enxergar a realidade de quem é o outro.
    Na cultura Dagara, um já começa verificando os defeitos do outro e para isso existem os rituais, afim de promoverem o equilíbrio, a purificação e promoção da harmonia espiritual.
    As relações extra-conjugais são praticamente inexistentes com base nessa crença, nesse determinismo dessa compatibilidade espiritual.
    Os guardiões podem se envolver com pessoas do mesmo sexo. Não existe nessa sociedade o sentimento da homofobia por parte da comunidade.
    Os guardiões exercem a função de sacerdócio e são eles que lançam o jogo.
    Antes do casamento, os noivos passam por uma espécie de curso, ministrado por conselheiros, onde homens orientam, passam todas as suas experiências ao noivo e as mulheres, à noiva.
    O marco da passagem para a fase jovem na menina, é a menstruação. Dos rapazes é mais subjetivo, sendo definido pelo desempenho em algumas funções na comunidade.
    A arte tem vínculo com o sagrado.
    Sobonfu, relata o choque cultural ao qual são submetidos os jovens que experimentam outras culturas e suas dificuldades para se readaptarem a esse determinismo.
    As falhas de caráter, os conflitos, inclusive, os conjugais, são sinais de desequilíbrio, falta de algum dos cinco elementos e devem ser corrigidos coletivamente.
    Não se resolve problema sozinho nessa aldeia. O problema de um é de todos, uma vez que pode interferir no desenvolvimento da comunidade.
    Durante uma semana, os homens assumem o papel das mulheres e vice-versa, colocando-se um no lugar do outro, visando uma compreensão bilateral.
    A família é matriarcal, ou seja segue-se a linhagem e a tradição da família da mulher. O homem é quem concede o dote para a família da noiva.
    É patrilocal, pois a mulher mudá-se para a residência do noivo e passa a residir com a família do mesmo.
    Noguera, foi questionado se se trata de uma cultura milenar ao que respondeu que de cerca de 4 ou 5 séculos.
    Foi questionado também, sobre se existe entre eles, a crença na reencarnação e respondeu que não, mas, afirmou que os Dagaras dialogam quando necessário, com os espíritos dos ancestrais.
    Bem, foi isso e mais um pouco.
    Uma aula que me permitiu destacar os elementos a serem observados quando em uma pesquisa etnográfica.
    Para ilustrar, a página no facebook, da comunidade Dagara.

    Rogéria Reis
    RJ, 19/03/2014

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    1. Beá Meira
      Beá Meira 20 de março de 2014 at 11:23 |

      Rogéria, muito bom seu entendimento da aula. Em tempos de crítica à cultura ocidental hegemônica, estudar outras culturas, conhecer modelos socias que valorizam mais a vida comunitária que o individualismo, me parece urgente. Sendo esta cultura africana, soma-se a necessidade de conhecer mais sobre as variadas formas ancestrais do continente.
      Mas certamente não se trata de uma sociedade abençoada, ou que não tem problemas socias de outra natureza.
      Me lembrei de um povo ameríndio que vive na costa do Canadá, uma região com abundantes recursos naturais: os Haida. Esse povo, que tem uma vida cerimonial muito rica, promove no verão um ritual em que as pessoas distribuem suas riquezas e alimentos entre os amigos e familiares!

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  5. Sandra Lima
    Sandra Lima 18 de março de 2014 at 22:17 |

    Nossa, fiquei encantada com a afinidade que tive com tudo falado na aula.
    Também creio que o casamento é fator fundamental de equilibrio, que a paixão é nociva.
    Que sexo é troca de energia, enfim, só balançava a cabeça concordando, amei.

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  6. ADRIANA BAPTISTA
    ADRIANA BAPTISTA 18 de março de 2014 at 9:42 |

    Uauuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu!!!!!
    Professor Renato Nogueira é maraaaaaaaaaaaaaaaa!!!!!

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  7. Fabiana
    Fabiana 17 de março de 2014 at 12:38 |

    Opa, vai pegar fogo esse tema.

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