Ordem, verossimilhança e virtude na arte e na arquitetura da Grécia antiga, com Beá Meira

O que chamamos de cultura ocidental?
Por que estudar a cultura grega?
Por que a cultura grega é chamada de clássica?
Vamos conversar sobre estas e outras questões importantes levantadas na última aula.
Vamos ver esculturas, pinturas, vasos e templos, e conversar sobre como o corpo tornou-se objeto da reflexão estética na antiguidade grega.
Na Grécia clássica a arte procura o eterno, o imutável, que é a beleza. E através da beleza a arte representa e educa, dando visibilidade à virtude.
Algumas palavras gregas que usamos todo dia: Política, Polícia, Lógica, Filosofia, Teatro, Drama, Tragédia, Foto (luz), Tele (distância), Cine (movimento) e Museu.

A música de Caetano Veloso, “Alexandre Alexandre”, do CD Livro, lançado em 1997, Polygram:
http://www.vagalume.com.br/caetano-veloso/alexandre.html

Assistam ao vídeo Parthenon Sculptures, do Museu Britânico:
http://www.britishmuseum.org/explore/galleries/ancient_greece_and_rome/room_18_greece_parthenon_scu.aspx

Vejam algumas peças da coleção de arte da Grécia clássica do Museu do Louvre, na França:
http://www.louvre.fr/en/departments/greek-etruscan-and-roman-antiquities/highlights?dep=430&title=&subdep=750&nrppage=50

Para quem quiser mais:

Café filosófico – Mito o nada que é tudo:
http://www.youtube.com/watch?v=ZJ5CJndiwRQ

 

Bibliografia:

CARTLEDGE, Paul. Ancient Greece (ed.). Cambridge: Cambridge University Press, 1998.
FULLERTON, Mark D. Arte grega. São Paulo: Odysseus, 2002.
GOMBRICH, E. H. A história da arte. 16a ed. Rio de Janeiro: LTC Editora, 1999.
KEMP, Martin (coord.) História da arte no Ocidente. Lisboa: Editorial Verbo 2006.
VERNANT, Jean-Pierre. Mito e religião na Grécia antiga. São Paulo: Martins Fontes, 2006.

9 comentários

  1. Luiz Fernando Pinto
    Luiz Fernando Pinto 5 de setembro de 2013 at 3:04 |

    Pré aula

    Vamos ao logos…

    “O mito é o nada que é tudo.
    O mesmo sol que abre os céus
    É um mito brilhante e mudo –
    O corpo morto de Deus,
    Vivo e desnudo.
    Este, que aqui aportou,
    Foi por não ser existindo.
    Sem existir nos bastou.
    Por não ter vindo foi vindo
    E nos criou.
    Assim a lenda se escorre
    A entrar na realidade.
    E a fecundá-la decorre.
    Embaixo, a vida, metade
    De nada, morre.” Fernando Pessoa

    Chegou!

    Uma década não acreditando
    O mito nos cegou
    Meus antepassados sonhando
    Passando fome, sem esperanças
    Todo os dias, cedo acordando.

    Com sentimento de mudança fui crescendo.
    Saindo de casa, com brilhos nos olhos, só tu vendo!
    Hoje o mito virou lenda.

    Nesta terra, dá bons frutos rapaz
    A cada palavra juntada,
    O passado se desfaz.

    A Zona Oeste chegou!!!

    Quando criança, sempre ficava esperando as férias para poder viajar com minha mãe. Logo na primeira semana lá ia eu viajar para o Centro do Rio de Janeiro, morador da Zona Oeste, a ida ao centro sempre era considerada uma viajem. Enquanto minha mãe trabalhava numa loja no Saara que vendia chapéus, eu ia perambular pelo centro. O que chamava me a atenção o formato dos prédios, pilastras enormes, com desenhos, pisos estilizados. Minha mãe dizia que era construção clássica.

    Aula

    Minhas notas em História no ensino fundamental e médio sempre foram vermelhas, achava um saco aquelas histórias que nada dialogava com a minha realidade. Mas aí conheci Bea Meira, nomeada ao cargo de Musa com seus relatos sobre os deuses, fez com que eu fosse para casa num dia chuvoso pensar na cidade como identidade. Estou pensando até em assinar Luiz de Senador Camará.

    Pós aula –

    Confesso que fiquei ressabiado com o convite do HB, na última terça a ida até o cinema foi desviada para o boteco. Ponto para o HB! Agora nos diz de um Sarau, perto da candelária, beco, barbeiro. Terça virou sábado. 2 Pontos para o HB.
    Como minotauro no labirinto de Cnossos, quase não chegamos ao Beco do Barbeiro. O “Bom” desconhecia. O jornaleiro -“Fica perto dos Correios!”. O garçom poliglota, não falou grego mas cantou a pedra. Chegamos! O biricutico é de lei, a palavra cumprida. Nunca participei de uma antologia, não sei distinguir poema de poesia. Me arrisquei no caixote, a chuva e a Janete assistiam a tudo. Sou um juntador de palavras.

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  2. Celeste Conceicao
    Celeste Conceicao 5 de setembro de 2013 at 2:16 |

    Bea Meira,Como e gostoso e gratificante ouvir quem sabe relatar uma historia…Quero muito aprender com vcs e sair desse meu mundo maravilhoso mas,estável. Nao tenho hábitos de leitura mas ja estou sentindo uma grande mudança interior depois dessas aulas. Estou sentindo fome de saber.Obrigada a todos q se empenham nas quebradas pra gente ouvir e ver o q ha de melhor.Bjs no coração de todos.

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  3. Rafaela
    Rafaela 4 de setembro de 2013 at 21:10 |

    Excelente aula! A palavra vigora para os gregos, cada palavra é uma ramificação de significados, imagens, expressões. Nunca foi somente um contar de histórias, fatos, acontecimentos. O poeta Fernando Pessoa compreendeu e nos deu a Mensagem “o mito é o nada que é tudo” isto é, o real e o mito fazem parte da linguagem e expressão do humano, as questões do humano como os ideais republicanos e democráticos estarão ai para serem repensados e refeitos e atualizados em sua essência. Como nada cessa para a arte.

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  4. Diogo
    Diogo 4 de setembro de 2013 at 18:44 |

    Onde muitos enxergam coroas reais, folhas de louro e batalhas heroicas, eu vejo puramente crimes…
    Somos humanos
    estamos sujeitos a erros
    buscamos a verdade sem nunca alcançá-la
    não devemos nos achar completos
    a busca por conhecimento próprio nunca acaba
    essa eterna vontade de crescer que nos move
    nossas convicções são quebradas diariamente
    a certeza plena que alcancei ontem
    hoje, não mais existe
    nossa luta ideológica não pode ser sangrenta
    nosso maior inimigo é o poder
    e é contra ele que devemos agir
    só assim o amor prevalecerá
    e a humanidade vencerá

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  5. José Orlando
    José Orlando 4 de setembro de 2013 at 17:34 |

    O nome das coisas!
    A aula foi de uma riqueza ímpar: Mecênicos, Cretenses, Dóricos, Aqueus, a arte em pleno movimento a embalar projetos através da humanidade. Os povos antigos, quase no começo do “faça-se o verbo”, procuraram através dos infinitos nomes de Deus dar nomes aos seus. Assim foi por exemplo com os Judeus, com os Hindus, com os Muçulmanos. A partir dos Gregos houve esse momento de querer dar nome às coisas pelo simples fato de amá-las e querer poder entendê-las. Daí surgiu a Filosofia e a partir dela todas as Ciências Humanas e Naturais. A palavra se fez verbo e o verbo se fez História.

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  6. Marcio Rufino
    Marcio Rufino 4 de setembro de 2013 at 9:57 |

    Faço parte da geração que descobriu a cultura helênica assistindo o Sítio do Picapau Amarelo na infância e a impressão que eu tinha era que na Grécia antiga era tudo azul e branco. Descobri que lá era tudo coloridinho assistindo ao filme Alexandre, o grande. Fico muito feliz em saber que o legado não só da Grécia, mas de toda antiguidade de misturar mitologia e realidade persiste, através das religiões através da bíblia e nas religiões de matizes africanas através da mitologia iorubá. As belíssimas obras artísticas gregas que Beá tão bem nos mostrou me deixou muito triste ao constatar o quanto a arte que produzimos está sempre exposta à mercê das intempéries, artimanhas, temperamentos e mazelas humanas e seus contextos histórico-destrutivos.

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  7. Darlan Batista
    Darlan Batista 3 de setembro de 2013 at 21:16 |

    Só para acrescentar, exposição” Jogos Olímpicos: Esporte, Cultura e Arte”,estreia 13 de setembro no Museu Histórico Nacional, de terça a domingo, sendo grátis aos domingos. Aproveitem
    http://www.museuhistoriconacional.com.br/

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  8. Ana Paula de Oliveira Silva
    Ana Paula de Oliveira Silva 2 de setembro de 2013 at 22:49 |

    Entendendo como identidade cultural , um sistema de valores;é preciso resgatar valores tão importantes dos povos africanos e indígenas, que faz com que o nosso povo seja tão híbrido.
    Acredito que é partir do nosso presente, que construímos o nosso passado, colocando coisas em evidências ou não; buscando sempre pela memória.
    A narração de uma História, tem que ser interpretativa; caso contrário estaremos apenas relacionando um fato que para todo sempre será igual.

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  9. Angelo Mello
    Angelo Mello 2 de setembro de 2013 at 18:15 |

    Macunaima um homem brancoindionegro, simbolo da mistura única do mito da terra Brasil, antes Pindorama, agora terra de grande profundidade quanto a multidiversidade.

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