6 comentários

  1. Tetsuo Takita
    Tetsuo Takita 1 de novembro de 2013 at 17:22 |

    Além da aula da perita neste assunto Beá Meira já ser esclarecedora por si só pela propriedade com que pode falar, ainda foram disponibilizados links interessantíssimos nnna pré-aula, como o video no museu britânico trustee da exposição sobre o aphartenon onde Ian Jenkins curador e a professora Bonie Gree.
    Interessante também a verossimilhança dos avatares como Jesus Cristo em vários povos e também da mitologia grega com a mais antiga de todas, a da nossa mãe África.
    Lembrei-me como era a akadimus academia grega e como podíamos nós os quebradeiros aqui no mar derrepente tentarmos nos reunir em roda também para voltar a idéia da horizontalidade, como já fazíamos na UQ quando era no Colégio dos Altos Estudos Brasileiros Ufrj desde 2011 lá no Flamengo, assim todos se veriam de frente e acabaria com a deseducação da hierarquia onde quem detém a palavra (professor) tem o poder e o aluno esta enfileirado como gado limitando qualquer impulso de querer participar mais. Não podemos perder o avanço ou retroceder, fica a dica e obrigado pela excelente aula aqui postada.

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  2. Wellington de Moraes França
    Wellington de Moraes França 3 de outubro de 2013 at 4:45 |

    Apreciável o destaque sobre as maravilhas da Grécia antiga! Berço das olimpíadas, da filosofia e da democracia!
    Devemos também ressaltar que o número de escravos, fosse pela captura e guerra, fosse por dívidas era muito grande. Assim em algumas cidades como Esparta, por exemplo, era permitido por lei que os soldados em formação matassem os escravos nas ruas. Além de ser uma forma de treinar o futuro soldado, era também a de controlar o excesso de escravos na cidade – fator de risco de revoltas (por que será que parece esta realidade tão próxima das periferias brasileiras de nossa era?).
    Atividades intelectuais e artísticas e políticos eram tidas como nobres e próprias aos cidadãos. O trabalho pesado nos campos, nas minas, nas olarias e na construção civil eram executados pelos escravos. Assim como também o trabalho doméstico. Não se trata aqui de denegrir a imagem positiva pelo legado que nos foi deixado pelos antigos pensadores e estadistas gregos, mas também e principalmente reconhecer o sacrifício de quem de fato movia a economia e a produção de riquezas.
    Parabenizo e agradeço ao corpo docente das quebradas pelo entusiasmo com que extrapolam sua missão de compartilhar seus saberes nos proporcionando o desenvolvimento do pensamento crítico e analítico e assim melhor compreender nossas múltiplas realidades e identidades.

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    1. Beá Meira
      Beá Meira 3 de outubro de 2013 at 14:02 |

      Wellington, esta tensão entre a bárbarie e a civilização, comentada por grandes pensadores, está muito presente na arte e principalmente na arquitetura. Os modos de produção da arquitetura são pouco civilizados até hoje. Imagine quantas pessoas morreram para construir as pirâmides do Egito, que são obras arquitetônicas admiráveis, de grande precisão e sobretudo sólidas. Estas pedras empilhadas com sangue, suor e vidas, permanecem testemunhando nossas guerras.
      Talvez esta seja a questão central da crise que viviemos hoje. Somos capazes de construir objetos e sistemas muito complexos e temos dificuldades elementares nos relacionamentos humanos.

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      1. Wellington de Moraes França
        Wellington de Moraes França 5 de outubro de 2013 at 5:24 |

        Muito bom professora! Tenho uma amigo que trabalhou na construção da ponte Rio-Niterói. Ele conta ter testemunhado operários sendo sepultados vivos quando cansados cochilavam em algumas caixas que eram preenchias com toneladas de concreto…
        Fiquei um pouco apreensivo se teria sido pertinente meu comentário. Mas agora, com sua ultima intervenção, me animei em participar mais! Valeu Beá! Gosto muito de suas reflexões.

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  3. Tita Clemente
    Tita Clemente 9 de setembro de 2013 at 8:36 |

    Respeitando e entendo um pouco mais sobre o período Clássico Grego, suas Virtudes e Verossimilhanças,
    Nossa querida Beá Meira, Conseguiu me iluminar através da História e eu achei assim, Incrível!
    Consegui compreender que o homem, através do Classicismo, conseguiu chegar á um nível de dignidade sem precedentes, e ao mesmo tempo, atribuiu a si a responsabilidade de criar o seu próprio destino. Oferecendo um modelo de vida harmonioso, um espírito de educação integral em uma cidadania que pra mim, foi exemplar.
    Esses valores, junto com a tradicional associação de Beleza com Virtude, pude enxergar através das esculturas mostradas, o retrato idealizado do ser humano, um veículo totalmente apto pra mim e pra expressão também.
    Me trouxe um maravilhoso instrumento de reflexão cívico e ético e estético. É bem verdade mesmo quando penso na influência que a cultura grega exerce até hoje sobre o mundo eso bre todos nós, seja nos valores, no esporte, na arte…
    Foi impactante e engrandecedor.

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  4. Rogéria Reis
    Rogéria Reis 6 de setembro de 2013 at 12:38 |

    O Poder da Palavra

    Sempre escutamos que “palavras têm poder”.
    E tem mesmo!
    Seja ela falada, cantada ou escrita. A arte visual também. Creio que os gregos entenderam bem isso com a poética e com a retórica.
    Na Grécia a palavra explorava sentidos, significados, trágicos ou cômicos na concepção de uma dicotomia do discurso.
    Hoje, as palavras na linguagem oral ou escrita sugerem uma multiplicidade de sentidos e significados dignos de análises.
    MIMESIS – a palavra abrindo possibilidades para o sonho, à fantasia ou seja, à mistura da ficção com a realidade;
    Ou a DIEGESIS – é o que narramos ou produzimos artisticamente como retrato da realidade ou o mais próximo possível desta.
    Nossos discursos, nossas narrativas, nossa arte nos identificam, nos representam?
    A MIMESIS como discurso proferido por uma “persona”, por sua vez pode produzir uma distorção da realidade e contribuir para a construção de um imaginário.
    O fato é que seja pela poética ou pela retórica ou pela arte, uma realidade acaba se fundando e se definindo.
    Embora o pensamento Aristotélico não ultrapassasse os limites da poesia e da retórica, o mesmo foi usado posteriormente para fundamentação do conceito da estética na arte.
    Como afirma Lacan: “Não há nenhuma realidade pré-discursiva. Cada realidade se funda e se define por um discurso”.
    Essas reflexões me causam inquietações quanto aos elementos constituintes do imaginário popular e suas influências no cotidiano do indivíduo ou grupos.
    Diante disso, refleti, ao analisar a fotografia da escultura do Zeus que nos foi apresentada em sala de aula, se essa imagem realmente representa esse deus grego.
    E pensei também na estética expressa visualmente do Jesus Cristo lindo de olhos azuis como sendo a imagem do Cristo plantada no imaginário mas que segundo a narrativa do profeta Isaías Jesus, não teria parecer nem formosura.
    Ao contrário, seria pelas previsões do profeta (Isaías 53) um homem experimentado em dores, desprezado, e que olhando para ele nada veríamos.
    Nessa passagem do profeta pinço elementos tão atuais como a negação, o apagamento, a invisibilidadade do outro – que como vimos são determinadas pelas relações de poder.
    Escreveremos nossas histórias como em MEDEIA, com consciência ou como em ÉDIPO, inconscientes?
    Como se percebe, a Universidade das Quebradas tem nos levado bem além do que os orientadores e nós mesmos imaginamos.

    Eis um fragmento da passagem mas sugiro a leitura de todo o capítulo 53, para melhor compreensão da narrativa do profeta Isaías.

    “Desprezámo-lo e rejeitámo-lo. Era um homem de sofrimentos experimentado nas mais amargas provações. Voltávamos-lhe as costas e olhávamos para o outro lado ao passar perto. Era desprezado e não lhe ligávamos importância nenhuma.”
    (Isaías 53;3)

    Jesus Cristo veio ao mundo e narrou com sua própria vida (aqui, pensando no corpo, como matéria que ocupa lugar e se desloca no tempo e no espaço bem como nas suas muitas significâncias) e discurso (verbo), a sua história.
    Foi mitificado por sua trajetória de amor e respeito ao próximo, sobretudos os mais humildes ou seja, os que não gozavam do bem e de bens na vida, os menosprezados, os oprimidos, os marginalizados, os rejeitados, os pobres, discriminados… enfim…
    Foi narrado por tantos e até hoje ainda é e sob várias perspectivas.
    Eu me identifiquei com a história ou que seja com o mito de Jesus Cristo, portanto ELE me representa.
    Se eu me identificar de algum modo com sua história, certamente você irá me representar também e caso não me represente, terá o meu mais profundo RESPEITO. Reafirmo na Universidade das Quebradas e nas quebradas da vida esse compromisso.

    Rogéria Reis
    RJ, 06/09/2013

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