14 comentários

  1. luciana Andreia
    luciana Andreia 1 de maio de 2014 at 21:02 |

    Como pode a Silvia deu esta aula a tanto tempo e nada mudou .

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  2. Gisele Guimarães
    Gisele Guimarães 7 de outubro de 2013 at 22:31 |

    UMA CHAMADA
    A maior violência que existe na sociedade é a violência do próprio ser, em quanto a gente falha em enxergar que a mudança esta dentro de cada um de nos, a violência florescerá independente do estado social sendo ela local, nacional ou global. A violência não tem custo que se mede apenas em dinheiro, a violência é um vírus, uma parasita que o ser humano implanta em si mesmo para controlar e defender a sua ilusão. A grande tristeza é que raramente enxergamos que a violência começa de dentro pra fora, uma vez que a gente violenta o nosso direito de ser.
    Enquanto a gente acusa o próximo, a sociedade, o político tudo que tivemos em alcance pra acusar sobre aquela violência, a gente acaba violentando ainda mais a nos mesmo porque negamos o nosso próprio poder de viver, de se realizar e fazer o melhor com cada momento, cada respiro, cada pensamento, cada fazimento enfim aquilo que significa ‘eu sou’. A violência começa dentro de cada um, o restante é papo.
    A gente se violenta até com o nosso próprio pensamento, quando se acha que não pode, que não é capaz, que não tem direito, que não merece, que não sabe, que é a culpa do outro, da família, do amado, das circunstâncias, da sociedade – e com isso se dar a nos mesmo o direito de exercer a violência contra o próximo – ai esta a fonte da própria violência. Para transformar a violência é preciso primeiramente olhar pra dentro, e as respostas estarão formando filas. No começo lentamente, acompanhado de uma boa porção de medo, o irmão da violência, mas com paciência as respostas formam um lindo colar, uma paleta de cores, uma orquestra de cordas, um belo grafite, um hino à rebeldia – uma formação das quebradas……Canta Gente Boa !!!

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  3. Tita Clemente
    Tita Clemente 4 de outubro de 2013 at 21:20 |

    Gigantes pela Própria Natureza

    “Estado desorganizado; crime organizado!”. E, nesse sentido, a Polícia Militar não representa e não é o Estado; ela é apenas instrumento e manifestação deste, mediante o exercício do seu poder polícia. É, pois, o “braço armado e forte” de que dispõe o Estado por intermédio do Poder Judiciário – como sistema de controle criminal e social – na prossecução e consecução de seus fins: bem estar o bem comUm. Portanto meus queridos, segurança não pode ser mensurada, alcançada e, concretamente, refletida pelos frios e matemáticos dados estatísticos. Segurança não se vê, não se toca, não tem forma e nem odor, posto ser sensitiva (psicológica). “E segurança é estado de espirito, manifesta-se na percepção individual de cada cidadão com reflexos no grupo social, um estado sensitivo de bem-estar que influi no coletivo (bem comum). os assassinatos, as chacinas, o extermínio, as mortes nos acidentes de trânsito, o crescente estado de pobreza e a miséria, que conduzem à favelização das urbes, o menoscabo ao problema dos meninos e meninas de rua e das ruas, o descaso ao presente e ameaçador crime organizado do tráfico de drogas, entorpecentes e armas, não podem ser considerados normais, pois refletem a desorganização do Estado e descaso dos Governos Federal, Estadual e Municipal na solução e/ou minimização desses problemas, os quais, aliados, à má distribuição de rendas, à perversa concentração de riquezas nas mãos de poucos e a conseqüente falta de terras produtivas, têm sido as causas dessa gigantesca onda de violência..revoltante, , o que se é divulgado é apenas uma ponta do iceberg, porquanto há a violência oculta atrás das paredes dos lares, a violência sexual, rixas de famílias e agressões às crianças; circunstâncias de mortes sufocadas sob os mantos do silêncio e da impunidade.
    A violência gera o medo, que por sua vez gera também a violência, resultando na máxima: violência só gera violência; é, pois, um círculo vicioso que se instala, uma verdadeira psicose coletiva ascendente à neurose ou à síndrome do medo, que é preciso um esforço gigante para romper esse círculo, como também o efetivo combate aos nefastos aproveitadores desse clímax, que fazem verdadeiros lobbies da “segurança”, que resulta na proliferação das empresas de segurança, das guardas particulares, dos leões de chácaras, companhias de seguros, esquadrões da morte, grupos de justiceiros, etc., aliados à corrução e corporativismo dos organismos policiais que neutralizam a efetividade da eficiência e eficácia desse controle e desse combate.
    eficiência e eficácia desse controle e desse combate.
    A intensidade da violência passa a ser ao mesmo tempo uma causa e uma conseqüência dessa falta de civismo. Há, assim, uma verdadeira “obsessão de insegurança que envolve tanto a mim quanto ao resto do Brasil…Bora abrir mais o peito galera.

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  4. Rogéria Reis
    Rogéria Reis 4 de outubro de 2013 at 14:26 |

    *coincidência, ops.

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  5. Rogéria Reis
    Rogéria Reis 4 de outubro de 2013 at 13:14 |

    Muito orgulhosa de todos os comentários. Com relação ao que a Ruth Casoy disse sobre não saber fazer poesia do vazio, penso que ela acertou em cheio. Gerar poesia do nada, do vazio é uma virtude, pois a cultura é sempre buscar no caos existente uma razão para poetar. Por coincidência, sendo cobrada e rotulada por ter um estilo tão comum, que denominam de “superficial”, “vazio”, fiz esse poema:

    POESIA SIMPLES

    Há um modo de tornar belo
    e agradável aos ouvidos,
    a poesia inspirada de coisas comuns
    feitas por uma mulher comum?

    Como?
    Se há ainda quem pense
    que a inteligência feminina é restrita;
    que o prazer feminino inexiste;
    que a dor, o sofrimento
    e a violência são irretratáveis.

    Há quem declare não ter significado
    o arroz e o feijão da mulher comum
    nem misturados,
    nem separados.
    E ainda há quem lance em fogueiras,
    o saber popular, sobretudo, o feminino.

    Diz a lenda que para ser poeta
    é necessário transformar,
    o nada, o simples, em uma poesia
    espetacular.
    É dar colorido, por exemplo,
    ao arroz com feijão
    trivial, cotidiano.

    Mas que aquarela?
    Que arco-íris?
    Que nada!

    Se não há cores
    e nem flores
    na alma feminina,
    então, dizem que não há NADA!

    E gritam:
    Trata-se apenas
    de mais uma dessas
    Poesias insípidas
    de mulher comum!
    Daquelas que ainda
    não dominam a alquimia
    de transformar o simples,
    naquilo que chamam de
    um lindo e mirabolante poema.

    Mas alheias a tudo,
    seguem teimosas,
    resistentes,
    bailando faceiras nas linhas,
    poesias repletas de ideias,
    de realidades,
    de metáforas;
    de letras ignoradas,
    negadas por aqueles
    que insistem em não
    enxergar beleza,
    na poesia simples
    da mulher do povo.

    Rogéria Reis
    RJ, 01/10/2013

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  6. rute casoy
    rute casoy 4 de outubro de 2013 at 1:31 |

    Violência está ligada a força. Penso na violência como uma maneira de eliminar conflitos. Impossível. O conflito faz parte da vida e do desenvolvimento de uma trama. Outro dia li na traseira de um carro que nunca veremos o arco-íris se não enfrentarmos a tempestade e naquele momento isso fez um tremendo sentido. Existe conflito e violência na natureza. Sim.Terremotos, tremores, trovões, choques, rupturas, erupções. Paixões violentas. O parto. A dor. A loucura. A pirraça da criança. Não podemos negar ser a violência parte integrante da vida, nos processos orgânicos, psíquicos, sociais. A violência dá passagem a conteúdos que estão vivendo sob tensão, sendo oprimidos, aprisionados, recalcados, e não foram autorizados a passar por mediações. Tem hora de ser violento, tem sim, na dosagem certa. Além do equilíbrio só existe mais equilíbrio. É no equilíbrio que nós vamos chegar quando atingirmos a plenitude. Temos que ser sábios para aproveitar o conflito como um surfista faz com a sua onda, a borboleta com o seu casulo. Arriscar. Crescer. Perder se for preciso, morrer um pouco, abrir um pouco mão. A violência quando aparece ela já está acontecendo silenciosa, invisível, imperceptível, subterrânea há muitíssimo tempo. Toda erupção de violência é só um sintoma, a ponta de um iceberg de um conflito assaz muito antigo, longo, imenso, profundo. Isto é, toda violência tem raiz, tem história, tem uma causa. Nenhuma violência é gratuita. É sempre a busca para compensar, recuperar perdas. A violência custa caro tanto para quem a exerce quanto para quem é atingido. Mas parece que nem todo mundo pensa assim. Num mundo de cultura tão violenta, onde se faz tanto barulho, sou obrigada a pensar que há quem aprecie, há quem se acostumbrou. Há quem pague qualquer preço como espectador, como ator, como produtor, como patrocinador. Tentar compreender a violência requer olhar dois lados irreconciliáveis. Os dominados e os dominantes. Uma parte destruindo outra e isso tendo a maior graça. A graça de se sentir superior, a graça do poder. A cultura da violência, a violência como valor em si, a violência no centro, no lugar do sentido mesmo da vida. É como se não existisse vida interessante, pulsante, fora da violência, fora da revanche, da vingança. Fora da competição, da medição de força. A violência como necessidade. A vida pautada na falta. É como não se conseguisse mais imaginar um mundo onde interesses conflitantes pudessem ser processados de outras maneiras. Nenhuma graça na linguagem. Na invenção de novas linguagens. Novas temporalidades, novas lógicas, novas harmonias. A violência passou a ser um hábito, assim como a pressa, a opulência, o sucesso. Sem nenhuma sensibilidade, sem pele, sem ar. Estamos blindados, armados, siliconizados. Cheios de ira, gananciosos, ignorantes e desapropriados da nossa própria potência criativa. Temos medo da nossa própria verdadeira potência e por isso comandados por uma fome insaciável. Desconectados, aprisionados na nossa caixa preta, numa frequência vibratória cheia de adrenalina, drogados e com o ego inflado até não poder mais. Arrogantes, parece que a nossa sobrevivência depende da destruição do outro. O outro ameaça. O desconhecido ameaça. Viciados, pois não soubemos fazer a poesia do vazio. Poesia nenhuma. Estamos bem mais que cheios, estamos empanturrados. Nenhuma viagem. Não relaxamos nem um minuto. Tudo legitimado por uma cultura bélica/fálica que dá um sentido libidinoso ao vencer, ao aparecer, ao ganhar e nenhum sentido ao cuidar.

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  7. Marcio Rufino
    Marcio Rufino 3 de outubro de 2013 at 21:17 |

    Lá Fora

    Dizem pra eu tomar cuidado lá fora
    Mas lá fora é um menino desamparado
    Uma casa em área de risco
    Um imigrante desabrigado
    Um olho com cisco

    Dizem que lá fora é tudo muito perigoso
    Mas lá fora é um filhote recém-nascido
    Um trabalhador atrasado no meio do engarrafamento
    Um apaixonado desiludido
    Uma sacola solta, flutuando no meio do vento

    Dizem que lá fora é tudo muito ruim
    Mas lá fora é um professor perdido
    Uma criança sendo abusada
    Um judeu incircunciso
    Uma mulher sendo estuprada

    Dizem para eu não confiar em ninguém lá fora
    Mas lá fora é uma cama desarrumada
    Um aluno esperando sua aula
    Uma dona de casa abandonada
    Um ateu tentando acreditar na alma

    Lá fora também chora
    Lá fora tem sua responsabilidade
    Lá fora também adora
    Lá fora tem sua fragilidade

    Aqui dentro também é lá fora
    Lá fora também é aqui e agora
    Lá fora também é meu
    Lá fora também sou eu

    Marcio Rufino

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  8. Clarice
    Clarice 3 de outubro de 2013 at 20:37 |

    A palestra-aula de Silvia Ramos foi um retrato exato da violência que permeia nossas vidas. Me perguntei quem precisaria de identidade, se questionaria o direito ser emancipatório e quem necessitaria dessa forma. Existe alguma relação entre a demanda de uma sociedade melhor e a ciência??? Uma atitude libertadora pode reproduzir-se, sempre a partir da atividade humana fundamental… provavelmente será como um ator social previlegiado para realizá-la. O problema moderno da opressão, explorando a alienação que está vivamente presente, embora assuma diferentes configurações na contemporaneidade. o grande objetivo é construir atraves de atividades criativas

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  9. Léo Shun
    Léo Shun 3 de outubro de 2013 at 18:24 |

    Foi a aula q mais curti, embora tratar desse tema não seja nada agradável, pelo menos pra mim. Só o q achei q foi muito focado na aula, principalmente na parte aberta a nós alunos, foi a polícia como agente principal da violência, na minha opinião, a polícia tem sim grande parcela de culpa, assim como os bandidos, porém os vejo como vítimas predadoras, ou seja, são pessoas vítimas da violência do sistema que acabaram adotando a própria violência como ferramenta de conseguir objetivos particulares (objetivos, na maioria das vezes, sujos, egoístas e frios). Na minha opinião os maiores culpados pela violência são o governo e alguns grandes empresários (na maioria das vezes associados ao governo), pois é óbvio que se o governo quisesse, a violência no Rio de Janeiro poderia diminuir muuuuuuuiiiito. Se a grana que eles roubam da população fosse usada para dar uma educação de qualidade, baseada na arte, cultura e esporte, sem essas besteiras do ensino atual que foi determinado num passado totalmente diferente, se essa grana fosse usada pra dar uma saúde digna para as pessoas, enfim, se essa grana fosse usada para a população, com o objetivo de dar condições de igualdade ao pobre (utopia, afinal nunca vão dar condições de igualdade aos pobres em relação aos ricos), com certeza a violência seria bem menor pois as crianças em situação de pobreza teriam condições reais de alcançarem “sucesso” na vida. Se o governo quisesse, os sistemas de segurança funcionariam, pois, na minha opinião, a maioria das falhas são propositais, na minha opinião, não existe um interesse real de acabar com a violência e sim um interesse de afastar a violência das áreas onde moram os ricos, onde dá ibope, e direcionar essa violência para as áreas de maior pobreza. Tudo que é feito nessa cidade maravilhosa, é em função do enriquecimento dos que já são ricos, podemos ver isso claramente no sistema das UPPs, a maioria (quase todas) são nas favelas onde os gringos vão quando vêm ao Rio, na zona oeste do Rio, que é a região com um índice elevadíssimo de violência, só tem 2 UPPs, e “coincidentemente, na cidade de Deus, que é a comunidade que fica perto da Barra da Tijuca e de Jacarepaguá, as áreas nobres da zona oeste, e no Batan, local onde mataram um jornalista da rede Globo (que manda mais no Rio do que o próprio governo). As outras comunidades da zona oeste não tem UPP, consequentemente os bandidos das comunidades da zona sul e norte migram pra zona oeste, causando mais violência aqui.
    Bem essa é só a minha opinião. E sou bem sincero, acho que o Rio não vai mudar nunca, o máximo que pode ser feito, é a galera que tem um pouco mais de conhecimento e cultura, tentar passar adiante na esperança de ajudar alguns poucos que consigam enxergar na arte e na cultura uma saída pra realidade podre dessa sociedade.

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  10. Fabio Augusto
    Fabio Augusto 3 de outubro de 2013 at 16:38 |

    ” PORRADA DA MAUÁ A CINELÂNDIA”

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  11. Fabio Augusto
    Fabio Augusto 3 de outubro de 2013 at 16:30 |

    Terça dia 1/10/2013
    Confesso que outubro era esperado com carinho,pelo menos pra mim pois é um mês especial,
    mas esse ano, outubro não soube chegar…
    Já me acostumei com a loucura do trânsito do centro do Rio e todos seus novos canteiros de obras,mas senti logo cedo que esse dia 1 seria diferente.
    A população que a tempos anda indignada com o poder público , resolveu sair da perplexidade e se uniu aos professores e marchou contra os abusos e o golpe que o Executivo aliado aos seus vereadores biônicos impuseram aos professores e aos alunos da rede municipal.
    Estavam todos ali no centro do Rio esperando um milagre,só isso mudaria aquele momento,
    até porque tudo já estava acertado,votos comprados,responsabilidades e ideais esquecidos,
    mas os mestres continuavam ali,verdade,aqui ainda se acredita em milagres.
    Ligado nisso tudo e com a cabeça já em turbilhão,parti para o MAR,certo que o assunto a ser abordado continuaria me instigando.Lá conheci Silvia Ramos,mestre importantíssima no cenário acadêmico e especialista na questão da violência,segurança e ações policiais,a terça estava mesmo prometendo…
    Foi uma aula interessante,importante, mesmo que em vários momentos eu não tenha concordado com algumas questões abordadas e tenha ficado incomodado com a exclusão natural que a baixada fluminense sofre todos os dias.
    Nenhum dado,nenhuma opinião e nenhum resultado foi mostrado em aula sobre nossa região
    Nós, os sem UPP, sofremos com o descaso dos nossos representantes e ainda recebemos a bandidagem que foi despejada da zona sul e agora vivem ao nosso lado.Disso ninguém fala.
    Aproveito até a oportunidade para sugerir a inclusão sumária da região da Baixada Fluminense na abordagem dos professores e palestrantes em sua explanações.
    Temos uma bancada de quebradeiros baixadistas significante no curso e acho a questão da Baixada vital para todo o estado.
    Após a primeira parte da aula, fomos rapidamente ao coração do MAR conhecer o mundo de Berna Reale,artista que através do seu projeto, Vazio de Nós, chocou,alertou,questionou e por muitas vezes indignou a alguns em sua apresentação.
    Entendi a proposta da artista,mas naquele momento, aquilo tudo funcionou como pólvora na minha explosão de questionamentos.Estava tudo muito tenso.
    nem mesmo a arte,proporcionada pelo encontro de amigos no Sarau Amapoema,que aliás é clássico, com direito a poesia recitada em caixotes de madeira e tendo a sarjeta como arquibancada,nem mesmo os poetas e narradores que ali estavam, resolveram a tal inquietação do dia 1.
    A essa altura,o governo já tinha oficializado mais uma traição ao povo,
    o Rio parecia uma praça de guerra e vimos professores oprimidos,agredidos e com seus direitos e orgulhos roubados por exatamente quem deveria nos proteger disso tudo.
    Nesse exato momento percebi que outubro realmente seria diferente,
    Além de negro, naquela altura outubro estava vermelho também, fruto do sangue derramado na luta do bem contra o mal,na luta do lógico contra o insano.
    Cheguei a conclusão que o meu dia terminava exatamente como começou:
    Estranho,triste,cinza,caótico e claro, diferente.
    Fabio Augusto Pedroza

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  12. Karen Kristien
    Karen Kristien 3 de outubro de 2013 at 14:44 |

    Lendo a pós-aula e a produção dos companheiros sobre seu percurso no dia da aula meu coração se acelerou e então percebi o quanto somos impactados diariamente pela violência. Os homicídios tem cor,gênero e raça, mas cada um de nós quando escolhe esquecer ou ignorar uma situação violenta aperta o gatilho da indiferença.

    É preciso escutar essa vozes, mesmo que silenciosas. Dar visibilidade aquilo que a mídia e a rotina torna invisível.Somos possibilidades de repensar e fazer emergir não só novos sistemas de segurança, mas novas pessoas.

    A arte, a educação e todas as formas que contribuem para a construção social devem ser instrumentos dessa reversão de consciências, taxas e truculências.

    Obrigada Silvia, nós Quebradeiros
    vamos redesenhar e modificar essa cartografia da violência.

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  13. Rogéria Reis
    Rogéria Reis 3 de outubro de 2013 at 14:22 |

    A silvia disse tudo e mais um pouco. Apenas destaco que sua aula foi um investimento no processo de construção da coragem. Sim, para ir contra uma corrente de pensamento forte e destrutiva. Não se intimidar mesmo quando o clamor é em meio a uma multidão insandecida, cheia de fúria ou apática. E a apresentação da Silvia fo uma trombeta soando e nos convocando à coragem. Aprendi que é um valor a ser construído tanto no individual quanto no coletivo e exercitado da mesma forma no nosso cotidiano. É uma preparação mental. Um esforço, um querer. É um educar contínuo, uma cultura a ser construída em contrapartida à covardia; é a ação em oposição à apatia. Assim como se formam homens dispostos para o ódio, para a violência existe o viés para a formação de homens com coragem para aquilo que edifica. E se não existe, essa é a hora de criar, de abrir caminhos, de construir pontes. Que a UQ seja um polo de formação e consolidação de corajosos. Essa é a minha oração.

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  14. Vítor Nascimento
    Vítor Nascimento 3 de outubro de 2013 at 14:10 |

    Sem dúvidas a aula mais impactante até agora. O tema, bastante pesado e complexo, e mais a exposição, igualmente forte, aliados ao momento conturbado que vivemos atualmente na cidade suscitaram não somente reflexões externas, mas também internas em cada um de nós e que geraram desdobramentos que não caberiam em um único encontro.
    Gostei bastante da postura da Sylvia de dar voz a todos. O debate não teria sido tão rico não fosse a oportunidade de nos expressarmos. Para usar de metáfora, a Sylvia deu a assistência e a turma fez o gol. Sem querer ser prepotente, mas sendo, acho que nós poderíamos facilmente concorrer à melhor turma das quebradas (risos). Brincadeiras à parte, digo isso, pois pra mim é difícil imaginar um grupo tão plural e ao mesmo tempo tão engajado como este.

    Tem sido um grande prazer. Parabéns à equipe das quebradas e a todos nós!

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