3 comentários

  1. Elizabeth Manja
    Elizabeth Manja 22 de agosto de 2014 at 17:54 |

    Foi muito interessante, a análise filósófica a partir da obra de arte O grito, de Edvard Munch, promovida pelo Prof. Charles, onde pudemos perceber a polissemia e a profundidade de um grito que vai para além da obra de arte. E arte é isso, tem o poder inquietante de nos retirar de um lugar comum, para então partirmos do ficcional para o real, para uma reflexão a cerca do mundo. Em muitos momentos da palestra, o sentido do grito foi interpretado pelo lado oprimido do “gritar”, o que é ótimo, contudo, outros ecos desse grito devem também ser analisados, como o “gritar” do opressor.
    Toda a semântica do grito, parece estar associada aos dois extremos do ato de gritar, um que demonstra uma reação, involuntária, esse me pareceu estar ligado a emoção, como o grito de dor, de prazer, de angústia. O outro extremo, reflete um grito reagente, intencional e voluntário, um grito que quer demonstrar um imperativo categórico de ordem, persuasão e criação de catarse, como teorizou Nietskche. Podemos analisar que o primeiro extremo, parece ser concebido como um gesto de reação a um estímulo externo. Poderíamos associá-lo com um transbordamento de um recipiente que atinge seu limite máximo, ou com uma ferrugem que é a reação do ferro mediante ao reagente oxigênio, por exemplo. E no cenário de hoje, em relação a arte, seriam essas manifestações da periferia, uma espécie de gritos de reação? Quais seriam os ecos desses gritos?
    Já o outro extremo, é o mais perigoso, é aquele que devemos nos ater para que não nos tornemos alvos, e vou além, esse é um grito poderoso e hegemônico, pois é dele que parte o controle e o domínio das instancias do mundo. Se ouvirmos atentamente, poderemos identificar vários desses gritos dominantes em nossa sociedade. O modelo de academia que temos hoje, por exemplo, se enquadraria em qual extremo do grito?
    Portanto, devemos ser cautelosos em relação a polissemia do grito, devemos parar e ouvir d’onde partem os gritos, sobretudo tomar cuidado para que os gritos de reação não se transformem em gritos reagentes. Pois muitas vezes a voz que grita de um determinado lado, pode se transformar na voz que grita do outro, aniquilando a riqueza da transformação. Logo, como muito bem afirmou o Prof. Charles na Quebrada das Letras, deve haver uma transgressão e não uma inversão. Fazendo uso mais uma vez da química, por meio de uma “alquimia artística”, podemos dizer que dentre os produtos das reações e seus reagentes, a riqueza só será configurada, quando um primeiro elemento, se juntar a um segundo, e suas tenções encerrarem com um produto dessa agregação. Isso é transgredir, é exceder e ultrapassar as noções que pressupõem a existência de uma norma que estabelece e demarca limites. Isso é Quebrar!!!!!!!!!!!!

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  2. OSÉIAS CASANOVA
    OSÉIAS CASANOVA 20 de agosto de 2014 at 17:47 |

    Fazendo uma análise do assunto, vejo O GRITO – enquanto manifestação natural – uma ferramenta de desarticulação e defesa contra alguma ação que não se deseja, que ofereça perigo ou, simplesmente, assuste. É uma ação instintiva, visto que um cão quando assustado grita, que tenta inibir, parar ou assustar, além de dar sinal à outros indivíduos de algum problema.
    A simbologia desta ferramenta traz aspectos bastante significativos. No momento em que gritamos, nos lançamos à um estado que diferencia do conjunto. Podemos entender o grito como uma discrepância. Sendo, então, uma discrepância, podemos fazer uma análise desta forma em outros contextos de comportamento. Se numa balada todos dançam, o Grito/discrepância poderia ser ficar parado e de braços cruzados no meio do salão, se em um velório todos choram, sorrir poderia ser um Grito, se todos vão a um casamento de trajes sociais, ir de calção de banho seria discrepante.
    Clarisse Linspector com sua visão de escritora, assim como Galileu com suas teorias contra a Igreja dissonavam das correntes de pensamento, o que poderíamos considerar gritos.
    Gritos tem potências variadas e possuem ecos diversos. Talvez estejamos até hoje ouvindo os ecos de Aristóteles, Sêneca, Platão, Arquimedes, Santo Agostinho, Sidarta, Mahatma, Kant, etc.

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  3. luciana Andreia
    luciana Andreia 19 de agosto de 2014 at 21:37 |

    Hoje quando cheguei nas Quebradas , me deparei com o tema da aula fiquei cheia de pré conceito ate porque fiz os meus próprios julgamentos pois não havia entrado antes para ver qual seria aula ; quando me deparei com METALICA ROCK assim pensei eu não gosto disso um , mais mesmo assim perguntei quem era o Charles , pois não temos a obrigação de conhecermos todos e muito menos tudo ; uma colega quebradeira me esclareceu pois no meu auge da minha enguinorancia tinha criado a minha linha de raciocino totalmente pré conceituoso . Mais como eu tenho uma conduta de escutar , trocar sim com outro mesmo não gostando do outro, penso que seja uma coisa chamada respeito , pois não devemos nós esconder através de mascaras de sermos politicamente corretos ou pregarmos uma coisa que não somos .
    Eu fiz a minha leitura do GRITO e; venho compartilhar com vocês , hoje eu vi o grito da hipocrisia ; vivemos em uma sociedade que não tem coragem de falar eu não quero trabalhar com você , porque não gosto de você , mais arrumamos subterfugiu para que você em questão tome a atitude que eu queria muito ter , para depois EU me justificar para a sociedade, que foi ele ou ela que não quis trabalhar comigo , e assim que fazermos , nos acovardamos mediante a conflitos , nos escondemos atrás de convenções , porque temos a necessidade de sermos aceitos a todo momento pelos os outros , só que esquecemos do GRITO da transparência , da sinceridade , da verdade , da honestidade , da oportunidade .
    Oportunidade ? sim e aquela que comecei a falar no inicio , de não gostar do METALICA eu me dei a oportunidade para isso e o que eu não gostava como ritimo , adorei como filosofia , me ensinou muito me sinto gratificada por isto , e tenho a humildade de compartilhar com vocês ; Porque a pior coisa e não gostamos de uma coisa que não convivemos de perto , muito menos nós não darmos a chance de saber se realmente e ruim , porque vivemos cheios de pré conceitos ESTE E O MEU GRITO !!!!!!!

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