Pré aula: o universo mítico yorùbá

O professor Renato Noguera apresentará panoramicamente o campo narrativo e a oralitura que registra o universo mítico yorùbá.  O povo Yorùbá ficou popularmente conhecido como nagô no Brasil e, atualmente, vive em parte do Benin, Togo, Nigéria e Camarões. Esse curso, de caráter introdutório, pretende apresentar e discutir a cosmogonia, teogonia e o tema do destino humano do repertório e dos signos da própria tradição yorùbá, abordando três tópicos:

1. A CRIAÇÃO DO MUNDO (AYÊ)
A missão de Obatalá. A missão de Oduduá.

2. A CRIAÇÃO DO SER HUMANO
A busca pela matéria-prima. A confecção do ser humano.

3. A TENSÃO ENTRE MULHERES E HOMENS
Oxum, Obá, Iansã e as relações com Orunmilá, Exu e Xangô.

Renato Noguera. Professor de Filosofia da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), doutor em Filosofia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mestre em Filosofia pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Pesquisador do Laboratório de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Leafro), da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), e coordenador do Grupo de Pesquisa Afroperspectivas, Saberes e Interseções (Afrosin).

 

 

13 comentários

  1. Cassiano Gomes
    Cassiano Gomes 21 de outubro de 2012 at 9:05 |

    Sim, farei com prazer e também seria algo exelente para próximas publicações no museu do cangaço aonde fiz a pesquisa e residi ao mesmo tempo. Grato pela oportunidade

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  2. Cassiano Gomes
    Cassiano Gomes 20 de outubro de 2012 at 19:40 |

    Importante o conhecimento sobre o processo de contrução de uma cultura. Lembro que no sertão quando trabalhei com interações estéticas e abordando o xaxado, descobri que por traz do Xaxado existia uma história de luta de um povo de uma forma de vida nômade que revelou a figura do sertanejo e suas diversas formas de manifestações. O xaxado é uma dança de combate e essa informação se perde no tempo, por isso a importância de se voltar no tempo como quem volta nas origens e revelar um caminho como linha de pesquisa. Investigar uma cultura significa entrar em outros mundos e isso é o que venho seguindo. Esta aula, assim como todas as aulas, para mim vem sendo um mergulho na diversidade de forma diferente. Provavelmente quando voltar a campo e passar por novas experiencias lembrarei desta aula e que mesmo relacionada a história da África ela possibilita uma reflexão geral de outros processos.

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    1. Bea Meira
      Bea Meira 21 de outubro de 2012 at 8:38 |

      Cassiano, muito bem colocado. É um grande desafio montar um programa pluriversal, que aborde de forma equilibrada a diversidade cultural, pelo menos no Brasil. Acabamos, por problemas de organização e impossibilidade das agendas dos convidados, ficando sem uma aula sobre mitos indígenas. Vai fazer falta porque é algo muuito próximo e pouco conhecido.
      Sobre o xaxado, se você quiser escrever um texto sobre esta experiência, seria legal. Eu me comprometo a publicar aqui. Seria uma forma de engrossar este caldo.

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  3. Cassiano Gomes
    Cassiano Gomes 15 de outubro de 2012 at 9:22 |

    Fico muito feliz por tanta sabedoria inserida no universo Yorubano. A própria diaspora soube na dor, transportar o conhecimento milenar através da força da mitologia e de elementos da natureza. Uma verdadeira tabela periódica do conhecimento a fusão de 4 elementos (terra,fogo,água e ar). Que venham as aulas
    AXÉ!!

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  4. Feijah'N
    Feijah'N 2 de outubro de 2012 at 23:22 |

    Fiquei profundamente tocado por seu argumento didático voltado a crianças!
    Pois, quando se cresce com referências, pode-se ler Monteiro Lobato sem angústia de oprimido.

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    1. Beá Meira
      Beá Meira 3 de outubro de 2012 at 8:54 |

      Feijah’n, muito bem colocado! Eu queria ter falado exatamente isso na aula da Sandra, mas havia tanto para ser dito por todos que me calei. Mas esta questão é fundamental, não se pode apagar a história, muito menos a cultura! Temos que nos debruçar sobre ela, lançando um olhar crítico, pluriversal (para muscular um novo conceito) sem angústia de oprimido e nem de opressor.

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  5. Feijah'N
    Feijah'N 2 de outubro de 2012 at 23:16 |

    O Renato mostrou muito domínio do assunta da matéria abordada, e foi muito criterioso em suas respostas aos questionamento feitos no debate após sua bela dissertação. Mas, quero parabeniza-lo aqui, assim como fim pessoalmente pelo ótimo trabalho direcionado ao público infantil.
    http://www.nanaenilo.com.br/aventuras1.html

    http://www.facebook.com/nanaenilo
    Algo que provoca e leva a busca do território referência.

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  6. Jussara Santos
    Jussara Santos 2 de outubro de 2012 at 9:06 |

    Estou ansiosa para ouvir e aprender… Tenho um livro Religião e Sociedade que tem um capitulo sobre a GLOBALIZAÇÃO YORUBÁ. Vou levar para quem quiser.

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  7. Bigfree
    Bigfree 2 de outubro de 2012 at 1:03 |

    Maquina de guerra!

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  8. Alessandra Baptista
    Alessandra Baptista 1 de outubro de 2012 at 22:02 |

    Adoraria participar, uma pena que neste horário estou no trabalho, esta aula fica disponível em algum lugar ?

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    1. Bea Meira
      Bea Meira 1 de outubro de 2012 at 22:14 |

      Alessandra, as aulas da UQ são gravadas e serão disponibilizadas aqui no site. Fique de olho.

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  9. vivian faria
    vivian faria 1 de outubro de 2012 at 11:49 |

    Ola. Gostaria de saber o horario do encontro e como faço pra me inscrever.

    Obrigada.

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    1. Bea Meira
      Bea Meira 1 de outubro de 2012 at 14:14 |

      Vívian, a aula começa 14 horas. Venha assistir de ouvinte será um prazer ter você aqui com a gente.
      UNIVERSIDADE DAS QUEBRADAS – UQ
      Colégio Brasileiro de Altos Estudos da UFRJ
      (antiga Casa do Estudante Universitário – CEU)
      Av. Rui Barbosa, 762. Flamengo, RJ.

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