3 comentários

  1. Tetsuo Takita
    Tetsuo Takita 24 de novembro de 2013 at 18:00 |

    O Cortiço que pode ser demonstrado em várias linguagens neste período pode surpreender e superar o do ano passado, gostei disso, mas faltou assistirmos o resultado , o video supracitado, tanto o da performance do William Santiago quanto o vídeo da Sandra Lima.

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  2. Tetsuo Takita
    Tetsuo Takita 24 de novembro de 2013 at 16:39 |

    Isto é uma provocação!

    Muito feliz desses encontros linguísticos provocativos voltarem para podermos fazer deles algo tão produtivo quanto os que foram os doa ano passado. Profa. Sandra Portugal abala. Te amamos!

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  3. Marcio Rufino
    Marcio Rufino 18 de novembro de 2013 at 14:40 |

    Abdias, Filosofia Pop e Literatura

    Às nove horas da manhã de terça-feira o sol já estava muito quente. e eu já levantei com o intuito de chegar no MAR às onze e meia para a segunda reunião de preparação de “Quebradas conta Abdias Nascimento”. Quando chego no Metrô lembro que não havia comido nada antes de sair de casa e faço meu desjejum com um joelho de calabresa e queijo cheddar e um refresco de uva, acompanhado da amiga quebradeira Janaína Tavares. O bate-papo com Janaína ,sempre muito descontraído, me faz não me dar conta nem do aperto do metrô lotado e muito menos dos minutos que passavam. Em poucos instantes já estávamos na Uruguaiana.

    Quando subimos ao terceiro andar, Numa e Ângela ainda não haviam chegado. Subimos ao quinto para tentarmos assistir a um Seminário de Economia Criativa. Foi só o tempo de eu beber um cafezinho e logo tivemos que descer novamente. Iniciada a reunião discutimos as primeiras pesquisas sobre o multifacetado Abdias Nascimento: uma companheira do grupo disse que a luta pela igualdade racial do pesquisado começou quando ele, ainda criança, presenciou a mãe defender um menino negro que era covardemente espancado por uma mulher branca na rua; eu mostrei a pesquisa que fiz no site do IPEAFRO sobre o Teatro Experimental do Negro, uma das criações de Abdias. Mas o meu grade impacto daquela manhã foi quando Ângela Carneiro me apresentou à “Padê à Exú Libertador”, arrebatador poema de Abdias. Meu espanto como poema chamou a atenção dos amigos quebradeiros presentes.

    Depois do almoço começou a interessante aula de Filosofia Pop com Charles Feitosa. Figura muitíssimo interessante, o Charles; cabelos cumpridos até os ombros, encaracolados, um olhar cabisbaixo, um jeitão de nerd. Autor do livro “Explicando a filosofia com arte” que eu já conhecia. O filósofo prega a possibilidade de diálogos entre a filosofia tradicional com a cultura pop. falou de todos os preconceitos que cercam a filosofia e sua relação com as artes. Pela primeira vez entendi o que é Interdisciplinaridade e Transversalidade; enquanto a primeira é a ponte limitadora entre duas disciplinas, impondo a criação de uma terceira, a segunda é a junção de dois saberes sem a interferência de um terceiros saber. Com tudo isso só ficou a certeza da enorme complexidade da Filosofia e o quanto ela é paradoxal ao refletir sobre as novas formas de poder e o nosso papel neste processo.

    Em Linguagem e Expressão, Sandra Portugal promove um debate sobre o Centro da Cidade da segunda metade do século XIX, através de fotos antigas do morro de Santa Tereza e do morro do Castelo, já demolido por Pereira Passos; e de trechos de “Esaú e Jacó” de Machado de Assis, “O Cortiço” de Aluísio Azevedo e “O Inglês Maquinista” de Martins Penna. Houve um momento em que citei a promiscuidade dos personagens de O Cortiço pra, num intuito proposital de Aluísio, justificar a demolição dos cortiços, mas percebi que no fundo o grande moralista estava sendo eu mesmo. O debate foi uma entrada para Sandra nos dar noções de narração, descrição, exposição, argumentação e injunção de um texto.

    Depois do lanche quis transitar pelas livrarias do Centro do Rio, mas já estavam todas sendo fechadas entre 18:30 3 19:00. Acabei indo parar no bar pra fazer companhia a alguns amigos quebradeiros.

    O Centro da Cidade é grade filho da Revolução Industrial. Fruto de um sonho cosmopolita de Pereira Passos, resplandece e se perde em sonhos, fantasias, desejos, sofrimentos e frustrações de cariocas de todo o Rio de Janeiro. Ando em suas ruas desde pequeno. Apesar de sempre ter morado na Baixada Fluminense, meu pai trabalhava na Carioca. Então o Centro era para mim um luxo quando eu o visitava pelas mãos de minha mãe. Era como se eu fizesse parte de um filme norte-americano ou de uma telenovela do horário nobre. Hoje, adulto, vejo este território se repartir em várias partículas urbanas; de um lado o lob, o business; de outro os black-blocks e a polícia; de um terceiro lado uma cultura reagindo, se debatendo, tentado criar fôlego; Cais do Valongo, Pedra do Sal. E no quarto este meu olhar poeticamente contemporaneizado. Tentando mastigar, engolir e regogitofagizar tudo isso de forma criativa, artística e literária para jogar n este texto que se encerra.

    Marcio Rufino

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